Concerto

Cale é Cale, no Clubbing e em todo o lado

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John Cale tem muitas versões e a deste sábado na Casa da Música, numa noite de Optimus Clubbing, não foi seguramente a melhor delas. O seu último disco, "Shifty Adventures in Nookie Wood", está muito distante da grandeza criativa de "Music for a New Society" ou de "Fragments of a Rainy Season" e Cale encontrou na banda que o acompanha os seus Tin Machine. Na verdade, subiu o volume, optou por um formato rock, demasiado convencional, no qual os solos de guitarra nos devolvem à força aos anos 70. Era escusado. Salvou-se "Guts", numa versão acelerada. Mas Cale é Cale. Pode fazer o que bem lhe apetece. Claro que, em noite de Clubbing, a música esteve por todo o lado. O radialista Nuno Calado, o líder dos Mão Morta, Adolfo Luxúria Canibal, e João Peste, dos sempre presentes Pop Dell'Arte, foram os restantes mestres de cerimónia.

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