Futebol

FPF vai terminar o ano com lucro de 2,7 milhões de euros

Fernando Gomes está satisfeito com os resultados financeiros obtidos na FPF
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Fernando Gomes, presidente da FPF Fernando Veludo/NFactos

Resultados positivos seriam maiores se não tivessem sido constituídas provisões para acautelar processos judiciais como o de Carlos Queiroz.

O relatório e contas 2011-12 da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) que vai ser apresentado e votado em Assembleia Geral daquela entidade no sábado oferece um panorama animador. O organismo dirigido por Fernando Gomes terminará o ano com um lucro de 2,7 milhões de euros, resultado de um valor total de receitas de 48 milhões de euros e de um montante global de despesa de 42 milhões de euros.

Em conversa com os jornalistas realizada nesta quinta-feira, na sede da FPF, Fernando Gomes fez questão de notar que dos valores encaixados pela FPF só uma ínfima parte são estatais. “No bolo dos 48 milhões, os contratos programa com o Governo totalizam 3,7 milhões, sendo que deste valor 1,4 milhões são relativos à comparticipação aos clubes com as deslocações às ilhas”, disse. Uma declaração que, num período de crise económica como o que Portugal atravessa, tem uma leitura clara: o líder federativo quis deixar claro que na sua casa não se vive à conta do Estado.

O desempenho da selecção principal continua a significar dinheiro em caixa. Só a prestação no Euro 2012 rendeu 28 milhões de euros (16 milhões pelo facto de ter chegado às meias-finais e 12 milhões resultantes dos direitos televisivos e contratos de publicidade e sponsorização).

Estes resultados positivos permitirão à FPF lançar um programa de apoio ao futebol não profissional. Segundo Fernando Gomes, serão canalizados 2,5 milhões de euros, divididos em iniciativas de auxilio à inscrição de atletas e em apoio à melhoria das instalações desportivas dos clubes amadores. A FPF passará também a pagar o seguro de todas as jogadoras das equipas femininas, como forma de incentivar a prática do futebol no sexo feminino.

A ideia de que a FPF não está a socorrer-se de dinheiros públicos foi ainda reforçada quando se falou da Cidade do Futebol, a ser construída no Jamor, e cuja adjudicação das obras está prevista para Janeiro de 2014, num investimento global de 10 milhões de euros. Fernando Gomes salientou o facto de este valor não ter qualquer comparticipação pública, indicando que toda a obra será financiada com dinheiros da FIFA, da UEFA, de fundos comunitários e da própria FPF.