Passos confirma saída de Francisco José Viegas do Governo

Viegas sai por razões de saúde
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Viegas sai por razões de saúde

O secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, abandonará o cargo no final do mês por "razões graves de saúde”, confirmou ao PÚBLICO um assessor do gabinete do primeiro-ministro.

João Villalobos, assessor de Viegas, já tinha confirmado a notícia avançada pelo Expresso, remetendo mais informações para o gabinete do primeiro-ministro. Um assessor de Pedro Passos Coelho confirmaria mais tarde ao PÚBLICO que o líder do Executivo aceitou o pedido de demissão de Viegas, que “alegou razões graves de saúde” para deixar o Governo.

A mesma fonte acrescentou que o nome do futuro secretário de Estado da Cultura será revelado oportunamente.
 
A saída do Governo estaria já a ser pedida por Francisco José Viegas, escritor e editor de 50 anos, há alguns meses e acaba por surgir num momento em que novos cenários de uma remodelação no Governo se sucedem nos media. No dia 15 foi noticiado o seu internamento num hospital do Porto com uma “indisposição súbita”, o que obrigou ao adiamento de uma audição parlamentar agendada para o dia seguinte.
 
Dias antes, a Porto Editora já tinha anunciado o adiamento para 2013 do seu novo romance, O Coleccionador de Erva, previsto para Novembro, "por decisão conjunta" do autor e da editora. 
 
Viegas foi eleito deputado como independente pelas listas do PSD nas eleições de 2011 e foi nomeado secretário de Estado da Cultura, pasta que nas anteriores legislaturas tinha o grau de ministério. Ao longo do seu mandato, a política da secretaria originou vários protestos públicos, o último dos quais a 13 de Outubro, em Lisboa, que reuniu vários agentes culturais num evento na Praça de Espanha. Dias depois, quando o Orçamento de Estado para 2013 foi conhecido, com uma verba de 190,2 milhões de euros para a Cultura - uma quantia idêntica à disponibilizada para 2012 -, o gabinete de Viegas disse que o valor “reflecte a aposta política do Governo” no sector.  
 
Esta é a segunda saída do Governo PSD/CDS-PP depois da substituição de Henrique Gomes, secretário de Estado da Energia, em Março deste ano, por Artur Trindade.