Quase 100 explosões em multibancos em nove meses

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A maior parte dos assaltos acontece quase sempre durante a madrugada e em zonas pouco movimentadas PÚBLICO/arquivo

Na última noite, em Santiago do Cacém e Matosinhos, registaram-se mais duas explosões. A distância entre os locais dos assaltos e as horas a que os mesmos ocorreram confirma a tese policial que dá conta que há, pelo menos, duas quadrilhas activas.

O montante total dos muitos assaltos não foi possível apurar uma vez que as participações deste tipo de crimes, apesar de investigados pelas brigadas da Unidade de Combate ao Terrorismo (UNCT) da PJ, estão dispersas desde o Minho ao Algarve. Sabe-se, no entanto, que a zona de Lisboa e a região Oeste são das mais visadas, assim como diversas localidades próximas de Setúbal.

A maior parte dos rebentamentos têm sido provocados com recurso a botijas de gás e cabos eléctricos, havendo casos em que os danos provocados nos edifícios onde as caixas estão instaladas acabam por ser bem superiores aos montantes roubados. De resto, os assaltantes nem sempre conseguem levar dinheiro: umas vezes, após as explosões e face à aproximação de populares e polícia, não têm tempo para se apoderarem de qualquer quantia. Noutras ocasiões, mesmo rebentando com as máquinas, ficam com as notas totalmente inutilizadas, uma vez que as mesmas acabam por ser "tintadas" (é derramada uma tinta especial sobre as notas assim que é detectada uma vibração anormal na máquina, tornando a sua utilização inútil).

A maior parte dos assaltos acontece quase sempre durante a madrugada e em zonas pouco movimentadas, havendo a percepção por parte da polícia que os ladrões actuam pouco depois de as máquinas terem sido carregadas. Em alguns dos assaltos foram vistos apenas dois suspeitos, mas noutros há relatos de terem sido avistados cinco. O número de assaltos está a crescer desde Setembro. Até essa altura havia cerca de 80 registos a nível nacional. Nas últimas três semanas foram mais de 20.