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Hilary Mantel vence o Prémio Man Booker pela segunda vez

Mantel já vencera o prémio em 2009
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Mantel já vencera o prémio em 2009 Ben Stansall/AFP

A escritora Hilary Mantel venceu o Prémio Man Booker 2012 com o seu romance “Bring up the Bodies”. É a primeira mulher e também o primeiro cidadão britânico a recebê-lo duas vezes.

Em 2009, vencera com o romance Wolf Hall (editado em Portugal pela Civilização Editora) e este novo romance é uma sequela da sua obra anterior premiada.

O prémio foi anunciado numa cerimónia em Londres e entre os seis finalistas estavam também The Garden of Evening Mists, de Tan Twan Eng (Myrmidon Books); Swimming Home, de Deborah Levy (And Other Stories/Faber & Faber); The Lighthouse, de Alison Moore (Salt); Umbrella, de Will Self (Bloomsbury) e Narcopolis, de Jeet Thayil (Faber & Faber).

Foi o presidente do júri, o editor do Times Literary Supplement, Peter Stothard, que anunciou o nome da vencedora, pedindo aos presentes na cerimónia que brindassem aos livros que não chegaram à lista final deste prémio para a literatura de língua inglesa, pois considerou que foi um ano esplêndido para a ficção britânica. E elogiou os pequenos editores que "este ano nos trouxeram obras magníficas".

Peter Stothard lembrou que de alguma forma todos os livros já premiados pelo Man Booker fazem parte da nossa vida. "Já formam um catálogo, já formam um cânone", disse.

Contou que, há dias, como editor de um dos mais prestigiados suplementos literários britânicos, o acusaram de não aconselhar livros para se levar para a praia. Respondeu que não era disso que se tratava. O que ele não quer é aconselhar "livros que as pessoas abandonam na praia". A obra escolhida pelo júri é um desses livros. Foi escolhida pela "sua vitalidade e pela prosa".

Momentos depois Hilary Mantel subiu ao palco para dizer: "Esperei 20 anos por um Prémio Man Booker, e em pouco tempo são-me atribuídos dois". Considerou-se uma privilegiada e uma sortuda, num ano em que a decisão do júri não foi fácil. Na história do prémio é o terceiro autor, depois do australiano Peter Carey e do sul-africano J.M. Coetzee, a receber este prémio duas vezes. E é o primeiro autor a receber o prémio com uma sequela.

"Agora tenho de fazer a parte mais difícil: escrever a terceira parte de uma trilogia. Digo-vos que não tenho expectativas de estar aqui outra vez. Agradeço o vosso voto de confiança", acrescentou ao receber o prémio.

Bring up the Bodies vai ser editado em Portugal pela Civilização Editora.

Notícia actualizada no dia 18/10 às 11h11
 

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