Râguebi

Descalabro português em Gold Coast

Frederico Oliveira, capitão da selecção nacional
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Frederico Oliveira, capitão da selecção nacional Foto: AFP

A selecção nacional de râguebi terminou no último lugar a primeira etapa do Circuito Mundial de sevens disputada na Austrália.

Pior era impossível. Na época de estreia como equipa residente no Circuito Mundial de sevens, Portugal iniciou a competição com uma prestação desastrosa. A selecção nacional perdeu os cinco jogos que realizou na cidade australiana de Gold Coast e, no último dia de prova, disputado na madrugada de domingo, teve duas exibições paupérrimas contra o Canadá e a Escócia.

Era difícil prever que a primeira das nove etapas do Circuito Mundial terminasse de forma tão negativa para as cores portuguesas. O conjunto nacional foi, de longe, o pior das 16 selecções que competiram na Austrália e deixou uma imagem muito má do râguebi português.

Após um primeiro dia durante o qual perdeu os três jogos da fase de grupos mas conseguiu discutir até final o resultado contra galeses e franceses, a equipa comandada por Frederico Sousa começou por disputar os quartos-de-final da Taça Bowl (luta entre o 8.º e 16.º lugares).

O adversário foi o Canadá, rival que na véspera tinha vencido os Estados Unidos (22-21) e perdido frente a Nova Zelândia (28-21) e África do Sul (38-0). E, ao contrário do que é habitual no confronto entre as duas selecções, o encontro foi desequilibrado do início ao fim. Os canadianos dominaram por completo a partida desde o pontapé de saída e conseguiram uma vitória com uma facilidade inesperada.

Aproveitando os muitos erros da equipa portuguesa, o Canadá chegou ao intervalo a ganhar por 19-0 e, nos primeiros sete minutos, Portugal não construiu um único ataque. Na segunda parte, o cenário manteve-se. Perante a inépcia da selecção nacional, os canadianos controlaram o jogo como quiseram, marcaram mais dois ensaios e acabaram a partida com uma robusta vitória, por 31-0.

Com a derrota, Portugal foi relegado para a Taça Shield (definição do 13.º ao 16.º classificados). Na meia-final do menos prestigiado troféu em disputa, teve como adversário a Escócia, equipa que a selecção nacional venceu várias vezes no passado. A prestação esteve, porém, ao nível da anterior.

Na primeira posse de bola, os escoceses colocaram-se na frente por 7-0 e, na última jogada da primeira parte, aumentaram para 14-0. Nos últimos sete minutos, perante a displicência do conjunto nacional, os britânicos foram aproveitando os brindes oferecidos para marcar mais três ensaios e vencer por uns contundentes 33-0.

Na etapa australiana, ganha pelas Fiji (derrotaram, na final, a Nova Zelândia por 32-14), a Espanha acabou por ser uma das surpresas, ao conseguir vencer a Taça Bowl (oitavo lugar), derrotando na final a Inglaterra (19-14). Destaque ainda para o quarto lugar alcançado pela equipa do Quénia.

A próxima etapa realiza-se no final do mês de Novembro, no Dubai, e Portugal ficou incluído no Grupo C, onde terá como adversários a África do Sul, Samoa e Inglaterra.

Finais:

Cup: Fiji-Nova Zelândia, 32-14


Plate: França-Argentina, 7-14


Bowl: Inglaterra-Espanha, 14-19


Shield: Escócia-Estados Unidos, 40-5


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