Ciclismo

Advogado de Armstrong quer provar inocência com detector de mentiras

Armstrong deve ponderar ser submetido ao detector de mentiras, se as 26 testemunhas de acusação o fizerem
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Armstrong deve ponderar ser submetido ao detector de mentiras, se as 26 testemunhas de acusação o fizerem Tiziana Fabi/AFP (Arquivo)

O norte-americano Lance Armstrong pode ser sujeito a um detector de mentiras para provar a sua inocência no caso de doping que lhe poderá retirar sete vitórias na Volta a França em bicicleta, afirmou este domingo o seu advogado.

A USADA (Agência Antidopagem dos Estados Unidos) decidiu banir Armstrong para sempre da atividade desportiva, depois de o considerar culpado pelo mais sofisticado sistema de "doping" alguma vez orquestrado.

O advogado Tim Herman insistiu que Armstrong deve ponderar ser submetido ao detector de mentiras, se as 26 testemunhas de acusação o fizerem.

“Eu não iria questionar os resultados de um teste no detector de mentiras feito com bom equipamento e um técnico qualificado”, disse o advogado à rádio BBC.

Questionado se há alguma razão para o seu cliente não se sujeitar ao teste, Herman respondeu que “ele já avançou”.

O advogado notou testemunhos contraditórios das testemunhas no processo, que haverá companheiros das equipas de Armstrong que irão refutar as acusações e questionou a razão de só agora alguns terem responsabilizado o norte-americano.

“É suposto serem suspensos por quatro anos. Não foram. Foram suspensos por seis meses a partir de setembro para que não perdessem uma única corrida”, disse.

O ciclista texano foi irradiado pela USADA, que anulou os resultados obtidos nesse período, mas a sanção ainda não foi validada pela União Ciclista Internacional (UCI), o que anularia o seu palmarés.

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