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Passos acusa PCP de instigar à violência

Passos Coelho acusou os comunistas de usarem palavras atentadoras da honra política
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Passos Coelho acusou os comunistas de usarem palavras atentadoras da honra política Daniel Rocha

O primeiro-ministro lamentou nesta sexta-feira que o PCP utilize expressões “como convite à violência”. Essas palavras tornam o PCP “cúmplice para não dizer instigador à violência”, atirou Passos Coelho, no Parlamento, em resposta ao secretário-geral do partido, Jerónimo de Sousa.

As afirmações do primeiro-ministro provocaram pateada na bancada comunista e protestos também entre os socialistas. Passos Coelho acusou os comunistas de usarem palavras ofensivas e atentadoras da honra política. Jerónimo de Sousa respondeu de imediato: “Honra é não faltar à palavra dada, violência e agressiva é esta política que está a fazer mal aos portugueses”.

O secretário-geral do PCP deixou um aviso ao primeiro-ministro: “não conte com a nossa passividade”. E ainda ironizou dirigindo-se à bancada do PSD: “Coitado do Marques Mendes que também está a apelar à violência”. Nesta resposta, o líder comunista recebeu palmas da sua bancada, mas também de deputados do PS.

Jerónimo de Sousa tinha questionado, na sua primeira intervenção, o critério para taxar os rendimentos do trabalho e não o capital. “É sacar, é roubar mais de 2,5 mil milhões de euros. Isto é que nos faz gerar um sentimento de revolta”, disse o líder comunista.

O líder do Bloco de Esquerda, por seu lado, questionou o primeiro-ministro sobre “como se atreve” a anunciar que o Estado vai devolver um mês de subsídio. Passos Coelho já não tinha tempo e respondeu mais tarde. “Pertenço a uma raça de homens que gostam de honrar os compromissos mesmo que não tenha culpa no endividamento. Por essa razão tenho de solicitar aos portugueses que façam sacrifícios ainda maiores”, disse Passos Coelho.

Francisco Louçã chegou mesmo a perguntar: “Não há um pingo de vergonha no Governo?”. O líder do BE insistiu que “só faltava o Governo fazer-se de generoso” e devolver um salário que já é dos trabalhadores.