No ecrã de um computador, ou páginas de um livro, a representação do sistema solar não cabe à escala
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No ecrã de um computador, ou páginas de um livro, a representação do sistema solar não cabe à escala

Podes dar a volta ao sistema solar a correr e de bicicleta

Em Estremoz fica o único modelo do sistema solar à escala da Península Ibérica, instalado em 2007, e um dos poucos em todo o mundo

Vai ser possível correr à volta de Saturno ou chegar a Neptuno de bicicleta, tudo neste fim-de-semana de 13 e 14 de Outubro. Basta ir a Estremoz, o palco deste sistema solar ao alcance dos nossos pés, na iniciativa Sol-Duatlo.

O Centro Ciência Viva de Estremoz, com a associação de BTT Sobe e Desce da cidade e a Escola de Triatlo Santo António de Évora, possibilitam uma visita, a andar, a correr e a pedalar, aos diversos planetas do sistema solar à escala espalhado pelo concelho.

Juntando o desporto à ciência, poderá participar-se numa prova de duatlo do campeonato nacional, que alia a corrida e o BTT, e ainda em diversas actividades científicas.

Aos atletas federados poderão juntar-se os não federados e ainda o púbico. “Podem participar pessoas de todas as idades”, frisa Rui Dias, director executivo do Centro Ciência Viva de Estremoz. “Temos já cerca de 60 pessoas inscritas, incluindo federados e público em geral, e ainda faltam alguns dias”, adianta Rui Dias. 

Modelo à escala 

Em Estremoz fica o único modelo do sistema solar à escala da Península Ibérica, instalado em 2007, e um dos poucos em todo o mundo. Tanto os diâmetros dos planetas como as suas órbitas estão representados de forma a serem proporcionais à realidade, com uma escala de 1/414.000.000 – o que significa que um quilómetro medido no terreno equivale a 414 milhões de quilómetros no espaço.

Ou, dito de outra forma, o sistema solar de Estremoz é 414 milhões de vezes mais pequeno do que o autêntico. Nas páginas de um livro, é impossível representar à escala o sistema solar. “Há um Plutão com 5,6 milímetros à porta do castelo de Evoramonte, de onde podemos ver no horizonte um Sol de 3,60 metros no centro da cidade de Estremoz. E Marte fica nas muralhas da cidade”, diz Rui Dias.  

Os planetas deste sistema solar já puderam ser percorridos em voltas de bicicleta organizadas pelo centro. Agora, à bicicleta juntar-se-á a corrida a pé. “É não só uma oportunidade de perceber melhor o maravilhoso Universo em que vivemos, mas também a possibilidade de desfrutar de algumas das belas paisagens do norte alentejano, a maioria dos planetas estão em pequenas e bonitas vilas em torno da cidade de Estremoz”, lê-se num comunicado do centro, que sublinha a existência de várias modalidades de participação na prova de duatlo, incluindo equipas de estafeta.

Para quem não quiser correr ou pedalar pelo sistema solar, há outra forma de visita. Às 10h30 de sábado, partindo do modelo do Sol em frente ao Centro Ciência Viva, o passeio até Marte é feito a pé, o que no total dá cerca de um quilómetro, refere Rui Dias.

Depois, em Marte, pode apanhar-se um autocarro (as vagas são limitadas e a inscrição obrigatória) para visitar os restantes planetas. Haverá ainda actividades científicas durante o dia, como a visita ao planetário instalado no Centro Ciência Viva, com sessões sobre os astros. E à noite, a partir das 22h00 deste sábado, se o tempo o permitir, os participantes poderão viajar pelo sistema solar de outra forma – apenas com os olhos, espreitando planetas, estrelas e outros astros.

Artigo corrigido às 19h57 de 13 de Outubro.

As datas estavam incorrectas.