Futebol nacional

Duarte Gomes surpreendeu jovens árbitros ao assumir-se adepto do Benfica

Duarte Gomes aqui num momento com Hulk
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Duarte Gomes aqui num momento com Hulk Foto: Paulo Cunha/AFP

O árbitro internacional disse numa plateia constituída por jovens árbitros de futebol enfatizou que todos, independentemente da sua simpatia clubística, são profissionais na sua função dentro de campo.

À margem do XI Encontro Nacional do Árbitro Jovem, a decorrer em Mira, admitiu que os jovens "não estavam à espera" da declaração, aplaudida por grande parte da plateia.

"Todos têm clube, são jovens com as suas ideias bem formadas, a forma de estar na vida, sabem do que gostam, de futebol, de clubes, geralmente dos três ‘grandes' com os quais se identificam e portanto é perfeitamente normal que em pleno século XXI haja esta aceitação, com muita tranquilidade", disse Duarte Gomes.

"Quando estou em trabalho, estou em trabalho. Nada me move a não ser o querer ser justo e conseguir passar a integridade para as minhas decisões que, às vezes, são falíveis, infelizmente", frisou.

Para o árbitro "hoje em dia as pessoas têm de acreditar e confiar que cada um consegue desempenhar a sua missão com isenção, com seriedade e sem qualquer tipo de teias de aranha, independentemente das suas preferências clubistas, pessoais ou religiosas".

No entanto, Duarte Gomes argumentou que "não faz sentido" os árbitros andarem a "apregoar" quais os clubes de que são adeptos, considerando que a sociedade desportiva nacional "ainda" não o permite "e daria azo cada vez a mais polémica".

"Temos essa noção. Mas não podemos deixar de ser honestos e intelectualmente honestos e portanto não tenho quaisquer problemas em assumi-lo, quando sou questionado sobre isso", frisou.

Mas, Duarte Gomes garante que a arbitrar só pensa em conseguir ser o mais justo possível.

"E dentro do campo o que é importante é que as pessoas, de uma vez por todas, percebam que quem lá está, está para dar o seu melhor. É falível, sim, erra, da mesma forma que se erra um penalti, que se fazem simulações, que se levam frangos, que se erra nos sistemas estratégicos das equipas tacticamente, que se falham contratações e por aí fora", ilustrou Duarte Gomes