Membros do conselho-geral da UTAD entregaram mandatos

Os membros cooptados do Conselho Geral da Universidade de Vila Real entregaram ontem o seu mandato com críticas à "reiterada violação do dever de respeito", por este órgão e "à navegação à vista" que se vive na academia.

O presidente do conselho-geral da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), Francisco Seixas da Costa, e ainda Júlio Pedrosa, Jorge Dias, António Martinho e António Rios Amorim deixam este órgão de decisão estratégica e de fiscalização. O conselho-geral, composto por um total de 23 elementos e com mandato de quatro anos, tem eleições marcadas para Dezembro.

Num comunicado enviado à agência Lusa, os membros cooptados explicaram que esta decisão surge depois de constatarem "um persistente desvirtuamento de linhas estratégicas" introduzidas pelo conselho-geral, "sem que sejam seguidas as opções e as vias de desenvolvimento que delas deveriam decorrer".

Estes responsáveis falam num "assumir de bloqueios, por acção ou omissão, à concretização de todas essas dinâmicas" e a "prevalência de uma inércia interna", que consideram ser "altamente lesiva" dos interesses da UTAD. Uma situação que consideram ser "grave" por causa dos "momentos de grande dificuldade" que a academia atravessa.

"Não se vislumbra a vontade de afirmar uma qualquer estratégia consequente a prazo, vive-se na UTAD uma mera "navegação à vista", apoiada numa retórica sem substância, com os constrangimentos financeiros a servirem de álibi para uma mera condução tática do quotidiano, que não olha de frente o futuro e que parece apenas temê-lo", referiram.