O ataque do Sporting deu, finalmente, o "clique" que Sá Pinto pedia

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Van Wolfswinkel marcou dois golos contra o Horsens Foto: Hugo Correia/Reuters

A estreia de Pranjic no lado canhoto da defesa foi a surpresa do treinador português para o encontro. No banco ficou Insúa, que não esteve bem na Dinamarca, acabando por ficar ligado ao golo de Spelmann. A outra novidade do técnico foi táctica e lógica. Inverteu o triângulo do meio-campo, deixando sozinho Gelson Fernandes no seu vértice mais recuado, e aproximando Elias do ataque, perto de Adrien. De resto, tudo igual à partida de segunda-feira, frente ao Rio Ave, neste mesmo palco, que ditou a primeira derrota da temporada aos “leões” (0-1).

Sem carregar demasiado no acelerador, os lisboetas assumiram o controlo do encontro e o golo madrugador trouxe mais tranquilidade à equipa. Quatro minutos antes, Elias já havia desperdiçado uma oportunidade soberana, após uma grande jogada de Carrillo.

As facilidades concedidas pelo Horsens sugeriam a hipótese de goleada mas, estranhamente, o Sporting baixou o ritmo, pouco depois do primeiro golo. Nada que impedisse mais festejos em Alvalade. Se o ataque da casa não encontrava a baliza, a defesa dinamarquesa não falharia um alvo tão grande. Aos 23’, Kortegaard desviou para as suas redes, um cruzamento de Pranjic para Carrillo.

O lance Hipotecou qualquer hipótese de prolongamento e colocava praticamente o Sporting com os dois pés na Liga Europa. Até porque o Horsens parecia principalmente preocupado em não sair de Lisboa goleado. Sem argumentos atacantes, os nórdicos procuravam lances de bola parada para chegar à área. Uma estratégia simples, mas que esteve até perto de surtir efeito aos 20’, quando, na sequência de um canto, Rasmussen cabeceou ligeiramente por cima. Se tivesse resultado seria o empate.

Se Wolfswinkel demorou oito minutos para inaugurar o marcador, precisou de apenas mais um para abrir a contagem na segunda metade. Um canto de Capel encontrou o pé direito do holandês na área, que fez o 3-0.

Já num clima de festa, diametralmente oposto ao que se viveu há apenas três dias, Carrillo levou toda a gente à euforia, com um golaço à entrada da área, aos 57’.

Nesta altura, as acelerações do Sporting deixavam desorientados os já desmoralizados nórdicos, que pressionados ainda ofereceram o quinto a Elias. Uma goleada justa (e até escassa, face às oportunidades), que deixa respirar Sá Pinto, pelo menos nas próximas duas semanas, até ao jogo com o Marítimo, para a Liga, na Madeira. Um adversário bem diferente deste Horsens.

POSITIVO

Wolfswinkel e Gelson


O holandês estreou-se a marcar na temporada 2012-2013 e logo com dois golos. Apesar das críticas, Wolfswinkel nunca se escondeu e mostrou vontade de marcar golos e disponibilidade para pressionar o adversário. O suíço mostrou a Sá Pinto que a opção de inverter o triângulo do meio-campo pode ser o caminho a seguir. Gelson actuou de uma forma agressiva e muito competente nas compensações aos seus colegas, permitindo mais liberdade a Adrien e Elias.


NEGATIVO

Horsens e Rojo


Os dinamarqueses são, de facto, uma equipa muito fraca. Os jogadores do Horsens raramente fizeram três passes seguidos e permitiram ao Sporting um estilo de jogo, que mais parecia de pré-época. Do lado do Sporting, o argentino Rojo foi o elo mais fraco, pouco agressivo a defender e desacertado na finalização.


Ficha de Jogo

Sporting, 5


Horsens, 0


Estádio José Alvalade, em Lisboa
Espectadores 25.030


Sporting

Rui Patrício, Cédric, Boulahrouz, Rojo, Pranjic, Gelson Fernandes (Daniel Carriço, 73’), Elias, Carrillo (André Martins, 65’), Adrien (Jeffren, 66’), Capel e Wolfswinkel. Treinador Sá Pinto.


Horsens

Ronnow, Juel Andersen, Rasmusen, Aslam, Kortegaard, Drachmann, Retov (Nohr, 70’), Kielstrup a54’, Klove, Spelmann (K. Hajdarevic, 62’) e Fagerberg (Bjerregaard, 46’). Treinador Johnny Molby.


Árbitro

Cyril Zimmermann, da Suíça.

Amarelos

Klelstrup (52').

Notícia actualizada às 23h06