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Megafone

A questão da dependência dos videojogos

Procura-se um escape às frustrações da vida real — sendo este objectivo levado muitas vezes ao extremo provocando uma actividade excessiva e comportamentos obsessivos perante um determinado jogo

A dependência dos videojogos é uma problemática que tem tido algumas oscilações ao longo dos anos. Muitas vezes, as características dos videojogos suscitam grande entusiasmo nos jogadores e esse facto pode levar a um prolongamento da experiência de jogo. Têm sido colocadas algumas restrições no tempo de jogo, sobretudo nos países asiáticos onde são reconhecidas e relatadas situações levadas a cabo pelo vício exacerbado de jogar. Há alguns anos a China impôs limitações ao tempo de jogo na Internet, sobretudo nos MMORPG (Massively Multiplayer online role-playing game).

A questão dos videojogos online é pertinente. Neste caso podemos afirmar que a fantasia e o sonho comandam os jogadores. Procura-se um escape às frustrações da vida real — sendo este objectivo levado muitas vezes ao extremo provocando uma actividade excessiva e comportamentos obsessivos perante um determinado jogo. Mas os videojogos (sobretudo os online) constituem uma ferramenta de estabelecimento de uma espécie de relações sociais, facilitando o contacto com outras pessoas.

Os videojogos podem proporcionar aos jogadores ambientes (embora virtuais) que não deixam de ser excitantes, absorventes e complexos. Atenção: não serão os videojogos só por si que levam a um quadro de dependência excessiva; serão as características pessoais do jogador e todo o contexto em que este se insere que podem influir numa dependência incontrolável de um ou mais videojogos. É importante ter consciência que estamos apenas perante uma ferramenta de entretenimento para que se consigam evitar situações de dependência ou, em casos extremos, a imitação de comportamentos observados no contexto do videojogo.

Este tipo de comportamento obsessivo não pode ser atribuído a um determinado tipo de jogo ou a um jogo específico. Não devemos confundir o conceito de dependência (que se caracteriza por uma dificuldade de abstenção e uma necessidade psicológica excessiva de voltar a jogar) com o conceito de satisfação obtida pela experiência de jogo, que pode também conduzir a um prolongamento natural do tempo de jogo.