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Esforço do Panamá foi insuficiente para travar Nélson Oliveira e Ronaldo

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Foto: Francisco Leong/AFP

Portugal venceu sem dificuldades a modesta equipa do Panamá (2-0), num jogo de preparação em que Paulo Bento resolveu dar oportunidade a alguns nomes menos utilizados. Um deles foi Nélson Oliveira, que se distinguiu por marcar um bonito golo e por desperdiçar uma ocasião imperdoável a passe de Ronaldo. O Panamá jogou o que pôde e procurou sobretudo ocupar bem os espaços e organizar-se em termos defensivos. Mas isso não foi suficiente perante uma selecção portuguesa que, mesmo a meio-gás, aumentou a vantagem por Ronaldo no início da segunda parte. Outros golos foram perdoados ou negados pelas defesas de Penedo.

O jogo não pedia muito mais. Paulo Bento, como tinha prometido, operou várias “nuances”, apresentando uma equipa muito diferente daquela que fez praticamente todo o Europeu. Utilizou Eduardo em detrimento de Rui Patrício. Miguel Lopes foi o lateral direito, Ricardo Costa jogou ao lado de Rolando no eixo da defesa e Hugo Viana esteve no meio-campo, juntamente com Raul Meireles e Moutinho. Na frente de ataque, Nélson Oliveira ocupou o eixo, contando com Nani e Cristiano Ronaldo nas faixas.

A praticamente desconhecida formação do Panamá teve a virtude de se mostrar competitiva e de pressionar muito o jogador português detentor da bola. A equipa que nos próximos dias vai defrontar o Canadá na corrida por um lugar no Mundial tentou deixar uma boa imagem, como tinha prometido o seleccionador Dely Valdés. Mas a boa ocupação dos espaços e a vontade não chega para construir um resultado positivo. Principalmente quando se é incapaz de sair em transições ofensivas.

E o jogo foi quase de sentido único: a baliza de Penedo. Muito pelo talento de Moutinho, ainda com fortes possibilidades de se transferir para Inglaterra, a dar o primeiro sinal de perigo com um remate de fora da área, aos 9’, depois de tirar dois adversários do caminho. Aos 20’, conseguiu desperdiçar uma boa oportunidade a passe de Nani.

Nélson Oliveira, por seu lado, tentou mostrar serviço com um punhado de remates e conseguiu um excelente golo, quando estavam decorridos 30’. O avançado cedido pelo Benfica ao Deportivo da Corunha concluiu um bom passe de Miguel Lopes (também a deixar apontamentos muito positivos) com um remate cruzado. Mas mostrou, também, a sua outra faceta. A de um avançado que ainda tem algum caminho a percorrer, ao falhar à boca da baliza após uma assistência em trivela de Cristiano Ronaldo. O Panamá, em toda a primeira parte, esteve apenas uma vez perto do golo, quando Rolando se esqueceu de marcar Aguilar, que cabeceou sem oposição ao lado da baliza.

A segunda parte começou com a expulsão de Gabriel Gómez, após uma agressão a Moutinho. Ronaldo, logo a seguir, acabou com todas as dúvidas ao marcar um bonito golo, depois de receber no peito um passe de Raul Meireles e desferir um remate sem hipóteses para Penedo. Depois, seguiram-se as substituições: Beto no lugar de Eduardo, Varela na posição de Cristiano Ronaldo, isto depois de Ruben Micael (que esteve perto do golo aos 68’) ter ocupado o lugar Hugo Viana. Beto ainda executou uma boa defesa a remate de Quintero, mas foi Portugal quem teve várias oportunidades para aumentar o resultado. Estivesse Hugo Almeida numa noite inspirada.

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