Morreu o pintor João Dixo

O funeral de João Dixo acontece esta quarta-feira
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O funeral de João Dixo acontece esta quarta-feira DR/Ângelo Sousa

João Dixo, pintor e professor da Escola Universitária das Artes de Coimbra, morreu esta terça-feira. O pintor, que se destacou na arte figurativa e decorativa, tinha 71 anos.

O funeral do pintor é amanhã, quarta-feira, às 10h, na Igreja de Santo António dos Olivais, em Coimbra. Depois o corpo será cremado e as cinzas irão para Vila Real, a sua terra natal.

Dizia que pintava porque não sabia fazer mais nada mas foi também no ensino que ganhou nome, tendo influenciado uma série de novos artistas.

João Dixo nasceu em 1941, em Vila Real, e licenciou-se em Pintura pela Escola Superior de Belas Artes do Porto, tendo-se destacado com 20 valores. Bolseiro da Fundação Gulbenkian e professor universitário desde 1975, Dixo foi também fundador do Grupo Puzzle que, nos anos 70, realizou pinturas colectivas e outras acções de intervenção. Ao lado de Carlos Carreiro, Albuquerque Mendes, Dario Alves, Armando Azevedo, Graça Morais, Jaime Silva, Pedro Rocha, Pinto Coelho e Gerardo Burmester, Dixo marcou a arte contemporânea do pós 25 de Abril.

“Cada quadro de João Dixo é um puzzle que admite várias e inesgotáveis soluções”, escreveu o pintor e crítico de arte Eurico Gonçalves no catálogo da exposição de 2008 do artista na Galeria São Mamede, no Porto. “A junção de coisas desconexas que se harmonizam através do tratamento meticuloso das formas e das cores, plenas de fantasia, caracteriza a pintura de João Dixo que, pelo seu grau de deslumbramento, se insere na poética do maravilhoso”, lê-se ainda.

Ao longo da sua carreira participou em mais de duas centenas e meia de exposições e Festivais de Arte e Performance a título individual e como membro do Grupo Puzzle, em Portugal e no estrangeiro.

João Dixo está representado, entre outras, nas colecções da Fundação Gulbenkian (Centro de Arte Moderna), do Museu Soares dos Reis, da Casa de Serralves (Museu de Arte Contemporânea), e da Fundação Cupertino de Miranda.