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Os Buraka Som Sistema actuam a 13 de Julho, no Palco Heineken (00h20) Nuno Ferreira Santos
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As bandas portuguesas no Optimus Alive

Um pequeno roteiro pela música portuguesa que se vai poder ouvir no Passeio Marítimo de Algés

B Fachada em “Criôlo”, os Parkinsons regressados da eternidade, PAUS e Buraka sempre prontos para dar o concerto do ano, até uma Miúda que dorme com quem quer e faz o que lhe apetece. E só para mencionar alguns. Pelos três palcos principais do Optimus Alive vão passar alguns dos nomes mais interessantes da música portuguesa dos últimos anos, já para não falar dos premiados no Optimus Live Act.

Logo no primeiro dia, depois da actuação de The Royal Blasphemy, vencedores do concurso Oeiras Band Sessions, sobem ao Palco Heineken, pelas 17h55, os The Parkinsons, para provar que o punk é imortal. Nascidos das cinzas dos Tédio Boys, irromperam na cena londrina como uma bala disparada por uma Magnum. Basta dizer que o Guardian equiparou-os aos Sex Pistols. Em Setembro, lançam o álbum “Back to Life”. O título diz tudo. O ansiado regresso ao estúdio, depois de uns anos de hiato, e com a mítica formação: Victor Torpedo (guitarra) Pedro Xau (baixo), Kaló (bateria) e Afonso Pinto (voz).

Segue-se, às 20h20, o curioso caso de Miuda, sem acento, atenção. Mel é a cara e a voz deste projecto, do qual fazem parte também Pedro Puppe (OIOAI), Fred (Orelha Negra) e Tiago Bettencourt. O EP já está cá fora, editado pela Optimus Discos, e no Alive muito boa gente vai querer comprovar se há razão para tamanho sururu em torno de “Com Quem Eu Quero”. Pop para um Verão luminoso, com poucos moralismos e açaimes, como se quer.

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O concerto de Márcia está marcado para as 19h40 do último dia Miguel Manso

E depois os avassaladores Buraka Som Sistema. Entram em palco antes dos Justice, pouco depois de Miss Kittin, mas certamente que vão antecipar ou prolongar a festa dos outros palcos. E bem. Afinal, “Komba”, nome do álbum lançado no ano passado, alude precisamente a um ritual festivo africano, quando os amigos e familiares se reúnem para recordar uma pessoa falecida.

Já a fechar o segundo dia, antecedidos, durante a tarde, por Ninja Kore e We Trust (que aqui faz o “bis” nisto dos festivais de Verão urbanos), estão os Blasted Mechanism, um dos maiores símbolos de longevidade da música nacional. Já lá vão 17 anos. Nas ruas está “Blasted Generation” (2012) pela “love revolution”.

Do "Criôlo" aos adufes

No último dia, portugueses é que não faltam. Um dos concertos mais aguardados será o de B Fachada, às 21h00. O 11.º álbum em cinco anos está aí e dá o mote à noite — chama-se “Criôlo” e consta que aponta “aos terreiros e às pistas de dança”. Mais um álbum de Verão para concretizar a curiosa tendência sazonal do músico.

Precede-o Márcia, que, já agora, acabou de lançar o vídeo do single "Misturas", faixa do álbum “Dá” (2011), que ganhou uma segunda vida graças à nova versão de “A Pele Que Há Em Mim” com JP Simões. Expectativa: um final de tarde perfeito, embalado pela voz luminosa da jovem cantora, aquecido antes pela, igualmente encantadora, Catarina Salinas, que com Ed Rocha Gonçalves forma os Best Youth, caso precoce de sucesso, até mesmo fora de portas. É às 18h20 no Palco Optimus Clubbing. Dez minutos depois, mas no Palco Optimus, os PAUS vão partir a loiça toda e provar, mais uma vez, por que é que são uma das melhores bandas portuguesas da actualidade, estatuto alcançado logo com o EP “É Uma Água” (2010).

O dia, em português, começa às 17h00, no Palco Optimus Clubbing com os Laia, quinteto que mistura adufes e guitarras eléctricas e sente-se como gente grande numa espécie de arraial de distorção com guitarras portuguesas. A fechar, já em modo “pista de dança”, entram, às 1h10, Moullinex + Xinobi, fundadores da Discotexas, autênticos peritos em engendrar noites de arromba.