Seguro: alternativa à receita do Governo é pedir mais um ano à troika

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A Comissão Política Nacional do PS reúne-se esta noite na sede do Largo do Rato Nuno Ferreira Santos

Sefuro) diz que a redução do défice para 4,5% do PIB é para cumprir, mas entende que deve ser pedido um novo prazo às instituições internacionais, de forma a dosear a austeridade.

“A minha alternativa à receita deste Governo é pedir, pelo menos, mais um ano [para a consolidação das contas públicas]”, sugere António José Seguro em entrevista ao Diário Económico, publicada na edição desta terça-feira.

Seguro acusa o Governo de não ter medido as consequências da “austeridade a qualquer preço” no crescimento da economia e “na sua repercussão nos postos de trabalho” e de não cumprir o que prometeu quando apresentou o Orçamento do Estado para 2012: que Portugal cumpriria o défice e que os níveis de desemprego ficariam muito abaixo do que se verifica.

“Falhou nas duas frentes. E vem, neste momento, admitir riscos e incertezas. E, eventualmente, novas medidas de austeridade”, realça o líder socialista. O líder socialista deixa claro que p PS “votará contra” mais medidas de austeridade.

Quanto ao Orçamento do Estado para 2013, Seguro não revela qual será o sentido de voto dos socialistas: “No ano passado disse que só definiria o voto do PS depois de conhecer a proposta e o seu conteúdo. É o que farei este ano”.

Fora de questão está passar um cheque em branco ao Governo.

António José Seguro garante ainda que o PS “não vai desistir” e continua a trabalhar para que os funcionários públicos tenham a devolução do subsídio de férias ou de Natal. Porém, admite que a situação é complicada.

“O Governo deteriorou muito as margens para fazer essa devolução, mas o PS não vai desistir”, sustenta.

O líder dos socialistas diz ainda não estar convencido que a privatização oda TAP seja positiva para o paíse critica o processo: “Gostaria que a TAP não tivesse sido incluída no memorando para ser privatizada”.

Seguro rejeita a privatização da RTP, da Águas de Portugal e diz que também a REN não deveria ter sido privatizada.

"Tudo o que sejam redes devem estar no domínio público", justifica.