Assembleia geral

Jardim Gonçalves acusa grupo de accionistas do BCP de “terem esmagado o banco”

Jardim Gonçalves lembrou que o BCP “foi fundado há exactamente 27 anos”
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Jardim Gonçalves lembrou que o BCP “foi fundado há exactamente 27 anos” Foto: Pedro Cunha

Jorge Jardim Gonçalves aponta novamente o dedo a grupo de sete accionistas do BCP. O fundador do banco acusa António Mexia, Pereira Coutinho, Joe Berardo, João Rendeiro, Manuel Fino, Moniz da Maia e Filipe Botton de “terem esmagado o banco”.

Em declarações à saída da assembleia-geral de accionistas desta segunda-feira, Jorge Jardim Gonçalves lembrou que o “banco foi fundado há exactamente 27 anos” e salientou ser “correcto lembrar os 250 accionistas que o fundaram e não esquecer o grupo de sete accionistas” que o ex-presidente acusa de “terem esmagado o banco”.

Da ordem de trabalhos da assembleia fizeram parte a votação do plano de recapitalização do banco com a entrada de fundos públicos, com mais de 99% de votos a favor, e sobre a suspensão dos direitos de preferência após a entrada do estado, que foi aprovada com 85% dos votos a favor.

O novo presidente do banco, Nuno Amado, afirmou que o apoio favorável à proposta de recapitalização do banco “era um voto de confiança para a nova administração” e salientou a entrada de fundos públicos através de instrumentos híbridos convertíveis em acções.

As necessidades de capital do BCP são de 3,5 mil milhões de euros. Três mil milhões serão obrigações convertíveis, a pagar a cinco anos e 500 milhões serão obtidos através de um aumento de capital efectivo em acções, que deverá decorrer em Setembro.

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