Na Universidade Nova e Fundação Gulbenkian

As várias formas de ler "Os Contos de Grimm" num encontro de especialistas em Lisboa

O simpósio decorre até sábado
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O simpósio decorre até sábado D.R.

Investigadores e especialistas de vários cantos do mundo estão reunidos em Lisboa a partir desta quinta-feira para partilhar visões sobre a herança global deixada hoje pelos contos dos irmãos Grimm, publicados há 200 anos.

O encontro realiza-se no quadro das comemorações do bicentenário da publicação do primeiro volume dos "Kinder- und Hausmärchen" ("Contos para as Crianças e para a Família"), a célebre colecção de histórias de Jacob e Wilhelm Grimm traduzida em mais de 150 línguas. (Também para celebrar a efeméride, a primeira tradução integral em português foi lançada pela Temas e Debates/Círculos de Leitores este ano.)

A presença de dezenas de académicos e o enorme número de países representados darão a proporção da importância que o tema assumiu. Estarão em Lisboa académicos de Israel, Finlândia, Estados Unidos, Índia, Brasil, Islândia, Itália, Bulgária, Estónia e de muitos outros países. Os professores Maria Teresa Cortez da Universidade de Aveiro, Sara Graça da Silva da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, e Francisco Vaz da Silva do ISCTE em Lisboa, são apenas alguns dos académicos portugueses.

Da tradição oral para os livros

Jacob e Wihelm Grimm nasceram no final do século XVIII, em Kassel, uma pequena vila situada na Alemanha. Dedicaram-se à recolha dos contos tradicionais até então conhecidos pela tradição oral e reuniram mais de 200 histórias que publicaram em três volumes.


As apresentações do simpósio em Lisboa são muito diversas. Em comum têm como objectivo reflectir sobre a influência que contos como "João e Maria" (ou a "Casinha de Chocolate"), "O Pequeno Polegar", "Os Músicos de Bremen", "A Gata Borralheira", "O Gato das Botas", "O Capuchinho Vermelho" e muitos outros, tiveram na literatura contemporânea e outras artes, na economia, política ou jurisprudência, na educação, sexualidade e outras áreas.

O simpósio decorre até sábado na Fundação Calouste Gulbenkian e na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas Universidade Nova de Lisboa e é organizado pelo Instituto de Estudos de Literatura Tradicional desta universidade.