Crise europeia

Presidente do Banco Mundial alerta para risco de choque financeiro

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Foto: Nir Elias/ Reuters (arquivo)

O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, alerta que a Europa poderá enfrentar uma situação comparável à que foi causada pela falência do banco Lehman Brothers em 2008 e que o colapso do euro poderá causar uma crise mundial.

Numa entrevista hoje publicada pelo jornal britânico The Observer, este responsável garantiu que vai chamar à atenção, durante a cimeira do G-20, para o risco de choque (crash) financeiro na Europa, que, salientou, teria consequências desastrosas para os países desenvolvidos.

“A Europa poderá ser capaz de sair [da crise], mas o risco é grande”, observou Zoellick, prevendo que poderá verificar-se uma “situação comparável à do Lehman Brothers se as coisas não forem tratadas de forma adequada”.

Tensões políticas “aumentam”


Por outro lado, presidente do Banco Mundial alertou, em vésperas do arranque da cimeira do G-20 de amanhã em Los Cabos, no México, que as tensões políticas “vão aumentando” como consequência da crise da dívida europeia.


“É muito importante, não só para os europeus, mas para o conjunto da economia global, que sejamos capazes de encontrar uma direcção para isto” no seio do G-20, declarou Zoellick ontem, numa sessão de trabalho intitulada “Repensando o Grupo dos 20”, moderada pelo presidente mexicano.

Observou ainda que, “com quatro anos desta crise económica, podem sentir-se as tensões políticas a aumentar”, e disse que um dos grandes desafios dos líderes do G-20 é entenderem que a “economia é uma, é global, e decidirem como desenvolver as economias nacionais, de modo a criarem um maior bem comum internacional”.

O presidente do Banco Mundial salientou ainda ser importante que os líderes do G-20 não deixem de fora das respectivas agendas questões relevantes como a segurança alimentar, meio ambiente e desenvolvimento por causa da crise.