Crítica

Prometheus

Sejamos simpáticos com Ridley Scott: Prometheus não pode repetir Alien porque a diferença entre Alien e Prometheus são, inultrapassavelmente, trinta e tal anos, e o que eram os códigos e a agenda da indústria em 1979 e o que são os códigos e a agenda da indústria em 2012. Cineasta plasmado (e pasmado) na indústria, não se esperaria de Scott qualquer resistência aos diktats du jour. Se Alien abria para qualquer coisa, Prometheus limita-se a ir atrás (mas nem fecha a porta nem apaga a luz), a unir os pontinhos, a cumprir um programa - que se é este ou outro qualquer vai dar ao mesmo. Formulaico e pomposo, Prometheus aborrece até mais não.

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