Comissão de Utentes prepara memorial às vítimas da EN125 e uma nova petição

A Comissão de Utentes da Via do Infante (CUVI) anunciou hoje que vai erguer um memorial às vítimas da Estrada Nacional (EN) 125 e que pretende entregar uma nova petição a exigir a suspensão das portagens na A22.

Em comunicado, a CUVI explica que quer erguer, a 1 de Julho, um memorial às vítimas “da estrada da morte” e ainda que pretende entregar, até ao final do mês, uma nova petição à Assembleia da República a exigir o fim das portagens na Via do Infante (A22).

Outra das acções previstas é a realização de uma nova marcha de veículos na Ponte Internacional do Guadiana, na primeira quinzena de Julho, que deverá contar com a participação de organizações andaluzas.

Recorde-se que para os não utilizadores da A22 a opção passa pela utilização da EN 125 e vias secundárias não portajadas.

Os residentes e empresas locais ainda beneficiam de um sistema de isenções de pagamento de portagens, possibilidade que terminará a 30 de Junho.

Importa recordar que a CUVI foi criada com o intuito de evitar a introdução de portagens na A22 e que, desde a introdução das mesmas, tem vindo a realizar petições e acções de protesto com o objectivo de alcançar a suspensão das portagens.

No passado fim-de-semana, os elementos da CUVI reuniram em Armação de Pêra, concelho de Silves, para analisar o impacto que a introdução de portagens está a ter no Algarve e na economia regional.

A comissão diz que nos primeiros meses do ano os acidentes de viação e os feridos graves “mais que duplicaram e as vítimas mortais são superiores, na EN 125 e vias secundárias, relativamente ao mesmo período do ano anterior”.

“A situação vai degradar-se de forma dramática com a chegada do verão e com o fim das isenções -- na EN 125 as filas e o caos rodoviário irão atingir o insuportável”, alerta.

A comissão lança ainda críticas para os deputados eleitos pelo PS, PSD e CDS que “têm sistematicamente, votado no Parlamento contra a suspensão das portagens na Via do Infante”.