Prejuízos das empresas do Estado duplicam no primeiro trimestre

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Sérgio Monteiro espera que o processo de concessão termine ainda em 2015 Paulo Pimenta

De acordo com um relatório divulgado pela Direcção-geral do Tesouro e Finanças (DGTF), os prejuízos das empresas públicas praticamente duplicaram no primeiro trimestre de 2012, atingindo 240 milhões de euros. Este valor compara com os 126,7 milhões registados entre Janeiro e Março do ano passado, significando uma subida de 89,4%.

Se se tiver em conta os resultados da Parpública e da Estradas de Portugal, que não são incluídas no perímetro desta primeira análise, e dos hospitais públicos, as perdas sobem para 316,4 milhões de euros - mais 105% do que os 154 milhões registados um ano antes.

No que diz respeito ao sector da saúde, o resultado líquido dos primeiros três meses de 2012 foi negativo em 94,9 milhões de euros, decrescendo 0,3%.

De entre as entidades analisadas, a Metro do Porto foi a que mais prejuízos acumulou, num total de 110,4 milhões de euros. Seguem-se a Metro de Lisboa (77 milhões de euros) e a CP (71,8 milhões de euros).

O agravamento das contas do Sector Empresarial do Estado é explicado, em grande parte, pela subida nos custos de financiamento, que provocaram uma forte derrapagem nos resultados financeiros. Entre Janeiro e Março deste ano, este indicador atingiu prejuízos de 335,8 milhões de euros, quando se tinha ficado por perdas de 198,6 milhões no mesmo período de 2011.

Por outro lado, a evolução global das receitas (incluindo todas as empresas e hospitais do Estado) foi negativa, com o volume de negócios a cair 8% para cerca de 1,8 mil milhões de euros. E a redução de custos fixou-se em 4,7%.

No primeiro trimestre, o endividamento do Sector Empresarial do Estado voltou a aumentar, atingindo 30,6 mil milhões de euros, o que representou uma subida de 4,7%. No que diz respeito exclusivamente às empresas, o acréscimo foi de 0,3% para 22,2 mil milhões.