A caminho do Euro 2012

Ronaldo: "A pressão não está do nosso lado"

Jogo com a Alemanha irá colocar frente a frente jogadores do Real Madrid
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Jogo com a Alemanha irá colocar frente a frente jogadores do Real Madrid Foto: José Manuel Ribeiro/Reuters

Portugal estreia-se no grupo B do Euro 2012 frente à Alemanha. Um adversário que bateu a equipa das quinas no Mundial 2006 e eliminou a formação lusa no Euro 2008. Mas isso é história e Cristiano Ronaldo acredita que o futuro pode ser diferente.

"As equipas alemãs são sempre muito fortes e compactas. Vai ser difícil, mas não é impossível", afirma o "capitão" português Cristiano Ronaldo, numa entrevista à revista alemã Kicker. O jogador que representa o Real Madrid está em destaque na última edição desta publicação, que analisa os adversários dos alemães na competição que se disputa entre 8 de Junho e 1 de Julho, na Ucrânia e na Polónia.

Cristiano Ronaldo, 27 anos, sustenta que Portugal calhou "no grupo da morte", com Alemanha, Holanda e Dinamarca – três selecções campeãs europeias no passado. "É o grupo mais difícil. A pressão não está do nosso lado", prossegue o avançado português, que considera que os favoritos para a qualificação são Alemanha e Holanda e, por essa razão, a pressão está do lado destas equipas.

O confronto luso-germânico poderá opor colegas de equipa como Ronaldo, Pepe e Fábio Coentrão e, do lado alemão, Mesut ösil e Sami Khedira, que alinham também no Real Madrid. "Entendemo-nos muito bem", garante Ronaldo, sobre a sua relação com o avançado Özil, que terá avisado o defesa Coentrão: "Tem cuidado, Fábio, porque dou-te um nó nas pernas."

Questionado sobre a época do Real Madrid, que conquistou o título espanhol e estabeleceu novos recordes de golos marcados e pontos amealhados (100) numa época, Ronaldo declara que "terminou o ciclo" do Barcelona, que tinha conquistado três títulos seguidos (2009, 2010, 2011).

O avançado luso foi o melhor marcador da equipa, com 46 golos, e o segundo melhor marcador da liga espanhola, apenas ultrapassado nesse capítulo por Lionel Messi, do Barcelona. Solicitado a classificar o seu ano numa escala de zero a dez, o capitão da selecção portuguesa foi peremptório: "Em termos individuais, dou um dez a mim próprio. Em termos colectivos, seria um nove."

Embora deseje conquistar mais títulos com a actual equipa – ao serviço de quem já tinha conquistado a Taça do Rei de Espanha –, o sonho de Ronaldo é conquistar algo pela selecção nacional. "Em 2004, estivemos muito perto", recorda, aludindo ao Europeu organizado por Portugal, que perdeu a final com a Grécia por 1-0.

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