Basquetebol

Lisboa desvaloriza polémica e diz que é preciso “saber encaixar”

Carlos Lisboa questionado por Nuno Marçal
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Carlos Lisboa questionado por Nuno Marçal Foto: Fernando Veludo

O treinador de basquetebol e responsável pelas modalidades do Benfica desvalorizou nesta quinta-feira as acusações do FC Porto e imagens do Porto Canal, de alegados gestos obscenos da sua parte, que os “dragões” consideram ter originado os distúrbios de quarta-feira.

A equipa orientada pelo antigo internacional português sagrou-se campeã portuguesa pela 23.ª vez no quinto e derradeiro jogo da final da Liga, derrotando os “azuis e brancos” (56-53) em pleno pavilhão do Estádio do Dragão.

Porém, os festejos e a entrega do troféu foram interrompidos devido a incidentes apenas sanados com a intervenção policial.

“As pessoas têm de saber encaixar quando ganham e quando perdem. Ganhámos, ficámos contentes, fomos melhores nos momentos decisivos dos jogos e mais competentes. Agora, essas coisas... não vi imagens nenhumas. Não vejo o canal do FC Porto, nem leio o ‘site’. Festejei como é normal... esse gesto, se calhar, era a explicar um bloqueio, não sei”, disse Lisboa.

O por muitos considerado “melhor basquetebolista português de todos os tempos” rejeitou alongar-se em mais comentários, preferindo concentrar-se no êxito alcançado para “não desviar atenções do essencial: o título conquistado”.

O FC Porto acusou também os agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP) presentes no seu recinto de "agressão gratuita" a espectadores.

"Carlos Lisboa podia perfeitamente festejar a vitória de forma urbana e civilizada, mas preferiu fazê-lo provocando e insultando com palavrões os adeptos do FC Porto", lia-se em comunicado dos “dragões”.

O comunicado acrescentava que "um roupeiro do mesmo clube arremessou objectos para a bancada, o que originou um clima de tensão que inviabilizou a entrega da Taça", referindo-se ao funcionário do Benfica Edson, cujas acções foram também visíveis nas imagens editadas e transmitidas pelo Porto Canal.

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