Taxa chegará aos 16,2% em 2013

Álvaro Santos Pereira: previsões sobre o desemprego “não agradam a ninguém”

Medidas em curso garantem crescimento, defende Álvaro Santos Pereira disse
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Ministro da Economia, defendeu hoje que o futuro se decide no equilíbrio entre austeridade e crescimento.

O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, admitiu hoje que as previsões sobre o desemprego hoje divulgadas pela OCDE “não agradam a ninguém”, mas garantiu que as reformas estruturais vão permitir retomar o crescimento.

Segundo previsões hoje divulgadas pelo Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), a taxa de desemprego em Portugal vai continuar a bater recordes e atingirá os 16,2% em 2013.

“São projecções que não podem agradar a ninguém, quando temos taxa de desemprego que são as mais elevadas das últimas décadas não podemos baixar os braços”, declarou o ministro à entrada de um almoço-debate sobre os desafios da economia portuguesa.

No entanto, acrescentou que “as previsões económicas estão sempre sujeitas a um grau de incerteza” e que “mais do que discutir décimas importa manter o rumo das reformas estruturais” para combater “o flagelo nacional” que é o desemprego.

“Neste momento ainda há bastante incerteza, a nossa evolução depende de factores que não estão sob o nosso controlo”, como os mercados internacionais e a evolução da economia portuguesa e europeia, adiantou Álvaro Santos Pereira.

O ministro salientou, por outro lado, que as reformas estruturais que estão em curso “são o maior garante de que o crescimento económico vai voltar o mais rapidamente possível”.

Para Álvaro Santos Pereira, “o futuro decide-se no equilíbrio entre austeridade e crescimento”. E os sacrifícios vão servir para garantir a independência económica e pôr as contas do país em ordem. “Os esforços só farão sentido se forem acompanhados de uma política de crescimento económico”, sublinhou o ministro, acrescentando que os portugueses enfrentam o desafio de recuperar a sua credibilidade.

“Este é, assim, o tempo de reformar para garantir a independência económica”, afirmou o ministro .

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