No cinema de Cabul a guerra não entra mas estraga

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São preciosidades em vias de extinção no país. Os cinemas afegãos estão em ruínas e simbolizam a devastação de toda uma indústria, embrulhada num conflito militar que se arrasta desde 2001, quando as torres gémeas caíram e o Afeganistão se tornou tema permanente na política externa dos Estados Unidos. No cinema Pamir, em Cabul, a guerra não entra. Mas faz-se notar: a 7ª arte é cada vez mais um bem em vias de extinção. Enquanto podem, os cidadãos (sobretudo desempregados) deste país em modo pause vão-se reunindo por lá. Vêem-se filmes paquistaneses e indianos. Americanos também. Ahmad Wali, projectista com 15 anos que trabalha neste cinema, não se lembra de viver num país sem guerra. Mas de lá de cima, enquanto enrola a fita, tudo parece possível.

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