Desemprego oficial atinge novo recorde de 14,9% no primeiro trimestre

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Infografia: PÚBLICO

Este valor é superior em 0,9 pontos percentuais aos 14,0% da população activa registados para o quarto trimestre do ano passado e representa um aumento de 6,4% da taxa em três meses. Mesmo assim, o ritmo de aumento do desemprego abrandou face ao que aconteceu no quarto trimestre do ano passado, quando a taxa do INE registou a maior subida de que há registo num só trimestre – mais 1,6 pontos percentuais que os 12,4% registados no terceiro trimestre de 2011.

O número de desempregados, de acordo com os critérios oficiais passou agora para 819.300 pessoas, quase mais 50 mil do que no final do ano passado. A população activa continuou a diminuir, tal como acontece quase ininterruptamente desde o segundo trimestre de 2008, quando estava em 5,638 milhões. Passou agora para 5,125 milhões, menos 22.300l do que no último trimestre do ano passado.

O desemprego dos jovens entre os 15 e os 24 anos continua a ter os números mais dramáticos. A taxa oficial situa-se agora em 36,2%, uma nova subida face aos 35,4% registados pelo INE para o período entre Outubro e Dezembro. Era de 30% no terceiro trimestre do ano passado e 27% no segundo. Estes valores representam uma subida de 34% em nove meses.

O desemprego de longa duração (que abrange desempregados há mais de um ano) também continua a aumentar, tendo a respectiva taxa subido de 7,4% para 7,6% da população activa. Eram 423.400 na média do período entre Janeiro e Março, face a 399.800 nos últimos três meses do ano passado.

O valor divulgado nesta quarta-feira para a taxa de desemprego no país constitui um recorde desde o início do cálculo destes dados pelo INE (no segundo trimestre de 1983) e desde o início das séries longas do Banco de Portugal, que no caso do desemprego remonta a 1953 e utiliza um conceito mais lato do que o actual.

O Eurostat tinha anunciado no início do mês um valor superior, de 15,3%, mas relativo apenas ao mês de Março. Enquanto o INE divulga dados apenas trimestrais, o serviço de estatística europeu divulga valores mensais, com base nos dados nacionais do INE e do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), que frequentemente são ajustados quando sai a nova informação do INE.

Os valores reais do desemprego são no entanto muito superiores, pois os critérios oficiais são bastante restritivos.

Notícia actualizada às 11h42
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