Futebol

Paulo Bento renova até 2014

Bento fica na selecção até ao Mundial 2014
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Bento fica na selecção até ao Mundial 2014 Foto: Francisco Leong/AFP

A carreira de Paulo Bento na selecção nacional de futebol vai prolongar-se para lá do Europeu deste ano, que se disputa na Polónia e na Ucrânia. A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) anunciou nesta quinta-feira que renovou contrato com o actual seleccionador (e com a sua equipa técnica), prolongando-o até 2014, ou seja, Bento vai continuar no cargo para o ciclo do próximo Mundial, que será no Brasil. Cumpre-se assim o desejo de Bento de ver o seu futuro resolvido antes da selecção entrar em estágio, a 21 de Maio. Bento e Fernando Gomes, presidente da FPF, vão nesta sexta-feira explicar em conferência de imprensa os pormenores sobre o novo contrato.

“O Del Bosque, em Espanha, sabe que vai continuar até 2014. Em 2008, o Luís Aragonés sabia que ia sair no final do Euro. Eu prefiro resolver e com isto não estou a forçar a renovação. Não vem o mal ao mundo se formos para o Euro com os jogadores a saberem que não vou continuar”, dizia Paulo Bento no final do ano passado em entrevista.

Depois de Luiz Felipe Scolari ter ficado para três ciclos (Euro 2004 e 2008 e Mundial 2006), volta assim a haver, com Bento, uma aposta de continuidade num seleccionador por parte da FPF — Carlos Queiroz, que havia sido contratado para dois ciclos, acabou por sair após o Mundial 2010, nem sequer iniciando a campanha para o Euro 2012 por ter sido despedido.

Depois de sair do Sporting em 2009, Bento, de 42 anos, assumiu os destinos da selecção em Setembro de 2010 para pegar na campanha de apuramento para o Euro, que tinha começado com uma derrota com a Noruega e um empate com o Chipre com Agostinho Oliveira, adjunto de Queiroz, no banco. Portugal acabaria por conseguir o apuramento após vencer um play-off com a Bósnia. Em seis jogos oficiais, Paulo Bento conseguiu seis triunfos, um empate e uma derrota, para além de ter conseguido um triunfo por 4-0 num particular com a Espanha disputado no Estádio da Luz.

A verdade é que, nas duas últimas décadas, os treinadores escolhidos têm feito apenas um ciclo, um período em que a selecção portuguesa tem tido bastante sucesso nas campanhas de apuramento. Queiroz entrou a meio da campanha para o Euro 92 e ainda fez a qualificação para o Mundial 94, falhando o apuramento para ambas as provas. Depois, António Oliveira conseguiu a qualificação para o Euro 96, chegou aos quartos-de-final do torneio e foi substituído por Artur Jorge, que falhou o Mundial 98.

Seguiu-se Humberto Coelho, que chegou às meias-finais do Euro 2000, e, depois, regressou António Oliveira, que fez a qualificação para o Mundial 2002 sem derrotas e ficou-se pela fase de grupos durante o torneio. Depois de um processo problemático com Oliveira, Gilberto Madaíl, na altura o presidente da FPF, chamou Scolari, campeão mundial com o Brasil, para o Euro 2004, uma relação que duraria até 2008.

Notícia actualizada às 21h32