Pingo Doce recusa prática ilegal e promete mais campanhas

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Estabelecimentos do Pingo Doce encheram no 1.º de Maio DR

Em respostas enviadas ao PÚBLICO, fonte oficial da empresa diz que o que se passou esta terça-feira “foi a oferta de uma vantagem aos consumidores com compras no valor mínimo de 100 euros, limitada a uma determinada quantidade de cada produto, num esforço para que o maior número de famílias portuguesas pudesse beneficiar desta oportunidade”. A campanha, continua a mesma fonte, foi gerada pelo investimento do Pingo Doce e de alguns dos seus parceiros de negócio.

“Esta foi a primeira de outras acções comerciais que o Pingo Doce levará a cabo este ano, no âmbito da sua decisão de reforçar as oportunidades de preço para os consumidores portugueses e, assim, apoiá-los na gestão de um orçamento familiar cada vez mais pressionado”, diz o grupo Jerónimo Martins.

Quanto à opção de fazer a campanha no Dia do Trabalhador, a Jerónimo Martins diz que as lojas abriram não por se tratar do 1.º de Maio, mas por ser feriado e “por isso mesmo um dia em que o maior número possível de pessoas poderia beneficiar de uma proposta muito diferenciadora”.

Depois da corrida às lojas no dia de ontem, o Governo já veio fazer saber que quer aprovar uma nova lei para evitar promoções inesperadas. A Ministra da Agricultura, Assunção Cristas, disse que o Executivo planeia novas leis para regular as promoções inesperadas e alterações de contratos entre fornecedores e a grande distribuição que não ficam formalizadas por escrito

O dono do Pingo Doce recusa as críticas de falta de planeamento e sublinha que a confusão instalada em algumas das lojas era “expectável”, tendo em conta a concentração massiva de pessoas. Em média, os clientes compraram muito mais do que habitualmente, procurando os bens de primeira necessidade e os não perecíveis. “O balanço é positivo, considerando-se a acção como conseguida”, diz fonte oficial.

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