Presidente da CIP defende parcerias ibéricas em mercados externos

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Foto: Shamila Mussa (arquivo)

António Saraiva, que falava em Madrid no arranque do “Fórum do Mercado Ibérico – Novos desafios e oportunidades”, analisou a situação actual que vive a economia portuguesa, afirmando que a aposta que deve ser feita na internacionalização é “inquestionável”.

Sobre a realidade da raia, Saraiva considerou que o “nível de cooperação bilateral é já muito elevado, tanto em termos de grau como de tipificação de actividades produzidas”.

Ainda assim, disse, “há vias de desenvolvimento sustentável, com apoios temporários” que podem ajudar a “inverter a tendência de depressão” que se vive na região.

Ao mesmo tempo, Saraiva referiu-se às afinidades linguísticas e culturais, “especialmente em mercados emergentes” que são “um activo que no actual contexto não podem ser desprezadas e esquecidas” por Portugal e Espanha.

Aposta na internacionalização é “inquestionável”

“A nossa aposta na internacionalização é inquestionável e há muito a fazer em renovar a chamada diplomacia económica, colocando as diplomacias económicas e dos negócios estrangeiros a trabalhar em conjunto”, disse ainda.

O responsável da CIP referiu-se ainda à colaboração entre as PME dos dois países e deixou um recado para os governos português e espanhol, considerando que a “realidade do desenvolvimento empresarial depende bastante da eficiência e eficácia das infra-estruturas”, nomeadamente áreas como energia, transportes, logísticas, água ou ambiente”.

“O crescimento económico é um imperativo possível, não uma utopia. Existem motivos para acreditar num futuro melhor para Portugal, Espanha e para o mercado ibérico”, disse.

O “Fórum Ibérico”, organizada pela empresa Ibérica Visual e apoiado pela Câmara Hispano-Portuguesa (CHP) e pelo Círculo de Empresários e Gestores Espanhóis e Portugueses (CEGEP), reúne empresários dos dois países para analisar os desafios e oportunidades do mercado ibérico no actual momento da economia.

O encontro inclui análises sobre temas como “Bancos ibéricos – Perspectivas e evolução”, o “Imperativo do crescimento”, a exportação e internacionalização do mercado ibérico e o papel da tecnologia.