Preço médio era de 1,724 euros na quinta-feira

Preço da gasolina prestes a bater novo recorde a partir de hoje

Foto: Carla Carvalho Tomás (arquivo)
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Foto: Carla Carvalho Tomás (arquivo)

O preço da gasolina deverá voltar a atingir máximos históricos a partir de hoje, subindo 1,5 cêntimos, enquanto o gasóleo deverá aumentar 0,5 cêntimos.

O aumento reflecte a variação da cotação média dos produtos refinados nos mercados internacionais e leva a gasolina a ultrapassar o preço recorde que tinha atingido na semana passada.

Este novo aumento deve reflectir a variação da cotação média dos produtos refinados nos mercados internacionais e leva a gasolina a ultrapassar o preço recorde que tinha atingido na semana passada.

O preço médio da gasolina de 95 octanas situava-se em 1,724 euros na quinta-feira, enquanto o do gasóleo ia em 1,478 euros, segundo informação disponibilizada pela Direcção-Geral de Energia e Geologia.

O preço de referência do gasóleo na Galp e na Cepsa era de 1,514 euros, enquanto a BP e a Repsol praticavam um preço de 1,519 euros. A gasolina 95 custava 1,764 euros na Galp e na Cepsa e 1,769 euros na BP e na Repsol.

Consumidores tentam ajustar comportamentos

O novo tarifário terá impacto nas “contas de casa” e nos hábitos de alguns automobilistas, segundo os testemunhos recolhidos ontem pela Lusa.

“Isto está muito mal. Não sei onde a gente vai parar, quase dois euros a gasolina. Isto está pela hora da morte”, dizia Albano Gonçalves, ao lado da mulher, ontem à saída de um posto de gasolina de marca branca nos arredores de Lisboa, então sem grandes filas.

“Ando muito menos [de carro]. Tento andar mais de bicicleta e andar mais a pé e não andar tanto de carro”, realçava por seu lado Fernando Jesus. “Só venho a estas bombas [de marca branca]. São 10 cêntimos de diferença, entre esta bomba e outra qualquer, no mínimo, por isso vale a pena vir aqui”, sublinha.

Também Armando Batista admite que o orçamento pessoal “está cada vez mais apertado” e, com a subida quase diária do combustível, “tornar-se insuportável”. E justifica a manutenção dos hábitos por não poder abdicar do carro. “Não posso muito, porque é o meu ganha-pão no dia-a-dia”, confidencia.