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“Braga é a equipa que melhor futebol pratica em Portugal”

O Braga continua a coleccionar elogios
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O Braga continua a coleccionar elogios Foto: Duarte Sá/Reuters

Toni e Barroso comungaram nesta sexta-feira da ideia de que o Sporting de Braga “é a equipa mais regular” e que “melhor futebol pratica em Portugal”, enquanto Rui Águas reconhece que o jogo de sábado “é mais importante para o Benfica”.

A destoar do denominador comum que caracterizou os comentários deste trio, que marcou presença no estúdio do Galaxy Note, no Centro Comercial Colombo, para comentar o jogo de sábado, na Luz, esteve o antigo jogador “encarnado” Hélder, o mais confiante nas possibilidades do Benfica vencer o Braga e conquistar o título.

“O jogo assume maior importância para o Benfica do que para o Braga, por ter menos dois pontos. Se ganhar, manterá boas possibilidades de chegar ao título. Se perder ficará com o campeonato comprometido, porque não basta afastar o Braga da corrida, há ainda o FC Porto”, disse Rui Águas, confessando ao mesmo tempo a sua surpresa pela carreira dos minhotos.

Para o ex-avançado dos encarnados e ex-treinador adjunto dos minhotos, o que o Braga conseguiu até ao momento “é especial e não tem precedentes” e só se explica por “ser um clube coeso, que soube criar competência e gerar dinâmicas positivas” que têm surtido efeito, o que significa que a “estrutura tem sido fundamental para o sucesso”.

Isto é tanto mais surpreendente para Rui Águas quanto são conhecidas “as mudanças operadas quer na equipa técnica e quer no plantel”, mas discorda da manutenção da estratégia do clube de não assumir a candidatura ao título.

“Nesta altura não faz sentido que o Braga não o assuma, até corre o risco de parecer ridículo. É uma opção estratégica que tem surtido efeito, razão pela qual os seus responsáveis têm mantido essa fórmula, mas nesta altura, em que a equipa lidera o campeonato, a seis jornadas do fim, não tem cabimento”, confessou Rui Águas, para quem o Benfica surge nesta fase da época “mais desgastado” pela sua participação na Liga dos Campeões, embora o plantel desta época seja “mais rico em quantidade e qualidade e permita uma gestão mais eficaz”.

Para o antigo treinador encarnado Toni, o Benfica “tem mais seis finais” para disputar, além da “final da Taça da Liga e da final de Londres” [com o Chelsea], um ciclo de jogos que ditará a “glória ou a morte”.

“Qualquer candidato que perca pontos nesta altura, em que o tempo de recuperação é escasso, pode deitar tudo a perder. Não vale a pena recorrer ao chavão de que este jogo é importante, porque ele é decisivo”, argumentou Toni, o qual, posto perante um cenário de as coisas correrem mal para o Benfica neste final de época, não soube responder se Jorge Jesus deverá continuar na Luz.

No entanto, fez a defesa do seu colega: “O Benfica tem praticado o melhor futebol que se tem praticado em Portugal nos últimos anos. Se ele tivesse o David Luiz, o Ramires, o Fábio Coentrão e o Di Maria, o Benfica seria muito mais forte. Foi uma decisão do clube, quem sou eu para a pôr em causa, mas o Jorge Jesus é um treinador competente e muito profissional”.

Por isso, Toni sustenta que “quem está à frente dos destinos do Benfica não pode tomar a decisão da permanência ou da saída de Jorge Jesus numa lógica de um adepto normal”, mas sim no que entender “ser a defesa dos interesses do clube”.

O Benfica perdeu dez pontos num mês e meio e o Braga vem de 13 vitórias consecutivas, inédito no seu historial, estatísticas que Toni relembrou, qualificando os “arsenalistas” como a equipa que “melhor futebol pratica em Portugal”

“Depois de um começo hesitante, o seu treinador conseguiu moldar o sistema de jogo aos jogadores do plantel. Destaco quatro fundamentais: Hugo Viana, Alan, Lima e Leandro Salino, cuja lesão é uma perda grande para o Braga nesta fase final do campeonato”, referiu Toni.

O antigo jogador e capitão dos bracarenses Barroso considera o Braga “a equipa mais regular do campeonato” e o jogo de sábado “importante na decisão do título, principalmente para o Benfica, que tem menos dois pontos”, razão pela qual “vai ter a obrigação de assumir a iniciativa do jogo”, o que pode ser aproveitado pelos minhotos, “que são muito fortes nas transições ofensivas”.

Finalmente, o antigo defesa central dos encarnados Hélder preferiu esquivar-se a um cenário de derrota do seu clube: “Inverto a questão e prefiro dizer que, se o Benfica vencer o Braga, dificilmente não será campeão. O FC Porto? É um problema que virá depois, para já há que encarar o Braga, que está forte e quer muito ser campeão, apesar de não o assumir publicamente”.