Paralisação da CGTP

Ao minuto: Arménio Carlos destaca coragem

Greve-geral no centro do Porto
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Greve-geral no centro do Porto Adriano Miranda
Greve da CP no Porto
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Greve da CP no Porto Adriano Miranda
Greve na estação de São Bento, no Porto
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Greve na estação de São Bento, no Porto Adriano Miranda
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Adriano Miranda
Piquete de greve na Estação de São Bento, no Porto
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Piquete de greve na Estação de São Bento, no Porto Adriano Miranda
Piquete de greve na recolha de lixo em Lisboa
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Piquete de greve na recolha de lixo em Lisboa Miguel Manso

A greve geral convocada pela CGTP está a ter impactos distintos em diferentes áreas do dia-a-dia dos cidadãos. Confira aqui o que está a acontecer, minuto ao minuto.

18h: PÚBLICO encerra acompanhamento ao minuto da greve geral 17h46

: O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, disse que a greve geral desta quinta-feira é um “exemplo de dedicação e de coragem” e que a paralisação teve “grandes adesões”.

17h40:

Manifestantes concentrados na Praça Carlos Alberto, no Porto, foram detidos pela polícia pouco depois da passagem do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho. Segundo o relato da Lusa, um indivíduo foi preso e, na sequência da detenção, outros manifestantes perseguiram o carro da polícia, altura em que os agentes da polícia desferiram bastonadas nas pessoas que se encontravam nas imediações. Três pessoas foram identificadas por arremesso de cenouras às autoridades e por danos numa viatura policial.

17h31:

O Teatro Nacional de S. João, no Porto, viu-se obrigado a cancelar a sessão desta noite do espectáculo

Alma

, com encenação de Nuno Carinhas. Actores e funcionários do teatro aderiram à paralisação.

17h09:

O levantamento da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) da participação na greve até às 12h aponta para uma taxa de adesão de 0,3%. Segundo a associação, “nenhum estabelecimento foi encerrado, por motivo da greve”.

16h54:

Cerca de 150 manifestantes, entre os quais elementos da plataforma 15 de Outubro, desfilaram da Avenida Almirante Reis até ao Rossio, em Lisboa, atirando ovos às instalações das instituições bancárias por onde passavam, escreve a Lusa.

16h36:

Manifestantes envolveram-se em alguns conflitos em frente à Assembleia da República, onde se concentram em protesto os trabalhadores convocados pela CGTP.

Marisa Soares15h43:

Em Santarém, a adesão à greve está acima dos 50%, segundo as contas da União dos Sindicatos de Santarém, afecta à CGTP. Rui Aldeano, coordenador da USS, diz ter informação de algumas escolas encerradas e de reduções substanciais na actividade de empresas, onde, “apesar de a adesão não ser significativa, as ausências ao trabalho de funcionários-chave afectaram a produção”, cita a Lusa.

15h24:

No distrito de Coimbra, a adesão à greve está a ser inferior à da paralisação de Novembro, mesmo com mais trabalhadores dos serviços de escolas e hospitais a participar, segundo a União dos Sindicatos de Coimbra. António Moreira, coordenador da USC, sublinhou, citado pela Lusa, que muitos trabalhadores não aderiram à greve por razões de “ordem económica e não outra”, pois “perdem um dia de salário”.

15h:

Três a quatro centenas de pessoas estão neste momento reunidas no Rossio, em Lisboa, para participarem na manifestação da CGTP relativa à greve geral e cujo arranque estava previsto para a 15h.

Marisa Soares14h38:

O Governo remeteu para o final do mês um balanço da greve geral nos serviços do Estado, mas sublinhou a “sensação” de que a esmagadora maioria dos portugueses entende que a paralisação não resolve os problemas do país. “O entendimento do Governo é que a greve hoje convocada pela CGTP é uma greve que nas actuais circunstâncias do país pouco resolverá relativamente aos problemas do país, pelo contrário não ajudará a resolver os problemas do país. A sensação que temos é que a esmagadora maioria dos portugueses tem exactamente essa noção também”, afirmou o secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, Luís Marques Guedes. Contudo, ressalvou, a greve é um direito e será sempre integralmente respeitado pelo Governo.

14h26:

A Federação nacional de Professores (Fenprof) indicou ao princípio da tarde que estão encerradas centenas de escolas em todo o país devido à greve geral. “Mesmo em estabelecimentos que não encerraram foram milhares os alunos que ficaram sem aulas”, acrescentou numa nota enviada à comunicação social, com uma lista de cerca de 80 escolas onde não houve aulas. Geralmente as escolas encerram devido à ausência de pessoal não docente. Em declarações aos jornalistas a meio da manhã, o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, reconheceu, contudo, que a adesão à greve está longe daquilo que esperava. À porta da escola secundária Passos Manuel, uma das que está fechada, Nogueira atribuiu esta situação ao contexto “extremamente delicado” de “pressões e medo instalados”. O sindicalista, que se escusou a avançar com percentagens de adesão, por ser ainda muito cedo, indicou que os números conhecidos dão conta de uma adesão semelhante à greve de 24 de Novembro, que também foi convocada pela UGT. Na altura, a Fenprof indicou uma adesão entre 60 a 85%. “Nós pretendíamos que a greve tivesse 100 por cento de adesão. Pensamos que as políticas criminosas que estão a ser desenvolvidas por este Governo no plano social e económico justificam, no mínimo, uma adesão de 100 por cento”, disse hoje.


13h36:

A greve não está a ter impactos nos voos da TAP, que, de acordo com fonte oficial da companhia de aviação, "está a ter um dia de operação normal". Foram apenas reprogramados dois voos para Paris e Roma por motivos relacionados com escassez de passageiros. Apenas um dos sindicatos ligados à transportadora, o SITAVA, emitiu um pré-aviso para a greve de hoje.

12h46:

De acordo com a União de Sindicatos de Castelo Branco (USCB/CGTP), nos primeiros turnos de hoje houve 100% de adesão à greve por parte do pessoal auxiliar das urgências do Hospital da Covilhã e da recolha de lixo da Câmara de Castelo Branco. No primeiro turno, a adesão chegou a 73% por parte dos enfermeiros do Hospital de Castelo Branco. A meio gás ficaram os enfermeiros do Hospital do Fundão, assim como parou também metade do pessoal auxiliar das enfermarias do Hospital da Covilhã e do Hospital de Castelo Branco.

12h29:

"Nesta altura a greve está a correr relativamente bem", acabou de afirmar Arménio Carlos à porta do Liceu Passos Manuel, fechado como muitos em todo o país por causa da greve. O dirigente sindical dos professores, Mário Nogueira, informou que nas escolas os níveis de adesão à paralisação serão próximos dos da anterior greve geral, mas acrescentou ainda ser cedo para fornecer números.

Ana Henriques12h22:

No distrito de Évora, as autarquias e as escolas foram as áreas mais afectadas pela greve. Valter Lóios, coordenador da União dos Sindicatos do Distrito de Évora (USDE/CGTP), disse à Lusa que há escolas encerradas, como a secundária Severim de Faria, e outras sem aulas, como a secundária André de Gouveia, ambas em Évora. A “maior parte” dos concelhos do distrito ficou sem recolha de lixo e algumas câmaras municipais estão “fechadas”, como são os casos de Arraiolos e Vendas Novas.

12h10:

A transportadora aérea açoriana SATA está a cumprir o programa de voos programados para hoje entre as ilhas, não tendo cancelado até agora qualquer ligação devido à greve geral. Os serviços mínimos previam a realização de duas ligações entre S. Miguel e a Terceira e de um voo para todas as restantes ilhas, com a excepção do Corvo, que não tem voos de carreira à quinta-feira. Estes deverão acontecer durante a tarde. Quanto aos serviços mínimos para as ligações ao exterior estão previstos os voos Lisboa-Terceira-Lisboa e Lisboa-Ponta Delgada-Lisboa, informou à Lusa José Gamboa, porta-voz da transportadora aérea.

11h51:

Em Aveiro, os transportes urbanos estão paralisados e nos transportes fluviais entre Aveiro e S. Jacinto só os serviços mínimos foram garantidos, com uma travessia de manhã e outra prevista para a tarde. Nos hospitais de Aveiro e Águeda, apenas a urgência, bloco operatório e internamento garantem os serviços mínimos, disse a União de Sindicatos de Aveiro.

11h40:

A adesão dos trabalhadores dos CTT à greve até às 8h era de 65,8%, abaixo da participação nas primeiras quatro horas (72,3%), segundo um balanço actualizado. Os dados apurados pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações abrangem, no entanto, vários centros a nível nacional, quando antes apenas era contabilizada a adesão nas centrais de correios de Lisboa, Porto e Coimbra. Dos 3422 trabalhadores escalados para esta quinta-feira, 2252 estavam em greve até ao início da manhã.

Pedro Crisóstomo11h34:

A PSP registou esta manhã um aumento de trânsito nos acessos à cidade de Lisboa, mantendo-se, às 10h45, ainda resistente no Viaduto Duarte Pacheco e na Segunda Circular, junto ao bairro da Encarnação. A Brigada de Trânsito da GNR afirmou à Lusa que às 10h15 o trânsito estava a decorrer normalmente na vias sob a sua jurisdição.

11h30:

Entre 50 a 60% dos funcionários judiciais está hoje em greve, mas a adesão foi diferente consoante os tribunais, disse o presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais, Fernando Jorge, à Lusa. Em Faro, a adesão à greve geral é de 95%, enquanto, em Santiago do Cacém, a percentagem é “pouco significativa” já que “o tribunal está a trabalhar quase normalmente”. Em Viana do Castelo, a adesão é de 60% e, nos juízos criminais do Porto, metade dos funcionários está em greve. “Em Lisboa, do balanço que já fizemos, quer no Palácio da Justiça, quer no Campus da Justiça, a adesão situa-se na ordem dos 50%”, disse, adiantando que em Setúbal o valor é idêntico.

11h16:

O coordenador da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (FECTRANS), José Manuel Oliveira, avança que alguns serviços mínimos na CP não foram cumpridos ao início da manhã, por falta de comparência dos trabalhadores. O sindicalista não soube, no entanto, detalhar quais as ligações que ficaram por realizar. Contactada pelo PÚBLICO, a transportadora ferroviária recusou explicações. Sem desmentir nem confirmar a informação, justificou através do seu gabinete de comunicação que não prestará informações sobre a adesão à greve ou a realização das ligações da CP ao longo do dia. O Tribunal Arbitral do Conselho Económico e Social determinou para a CP a realização de um mínimo de 211 comboios: 45 nas linhas do Douro, Minho, do Norte e Guimarães, 99 nas linhas dos comboios urbanos de Lisboa, 60 nos comboios regionais e sete nas composições de longo curso.

Pedro Crisóstomo11h02

Numa pastelaria em frente à estação de Algueirão-Mem Martins só duas mesas estão ocupadas. Uma com duas adolescentes, na outra duas idosas. Passa pouco das 09h00 e só a espaços entram clientes. "Isto já está muito fraco por isso a queda não é muito grande", desabafa a empregada atrás do balcão, enquanto tira dois cafés. "Muita gente que costuma ir de comboio para o trabalho foi de carro", garante Maria, 49 anos, apesar de notar que se vê muito menos movimento na rua, no comércio e nos serviços. "Está tudo muito mortinho"."A maior parte das pessoas que iam de comboio veio buscar o jornal e foi de carro, muito cedo", conta Isabel, 50 anos, no quiosque junto à estação. Saco na mão, Rui Correia, 54 anos, está desempregado há quatro e já não recebe subsídio. Sobrevive da recolha de ferro e, embora não tenha motivos para aderir à greve, lamenta que já "não se lute por direitos, que falte a solidariedade e seja cada um por si". Este antigo agente imobiliário defende o direito à greve, mas admite que as pessoas estejam "um pouco cansadas" e desmobilizadas pelas sucessivas paralisações sectoriais que têm prejudicado quem quer manter o emprego."A greve deixa de ser a arma que devia ser", desabafa.

Luís Filipe Sebastião10h58:

Na Estação de São Bento, no Porto - que esteve fechada das 00h às 05h -, um piquete de greve tentou, sem sucesso, impedir a saída de uma composição em direcção a Braga, procurando convencer o maquinista e o revisor a aderir à greve. Alguns dos elementos do piquete ocuparam temporiamente a linha-férrea e, por causa da tensão gerada na estação, a PSP impediu os passageiros de entrar no comboio. Às 9h27, a composição acabou por sair da estação, vazia. Antes desta, só tinha partido uma outra, às 6h20. Álvaro Pinto, dirigente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores Ferroviários, contou que na estação de Penafiel as autoridades detiveram um elemento do piquete. O homem foi levado para o posto da GNR, sendo acompanhado pelos restantes membros do piquete, em solidariedade.

Ana Cristina Pereira10h34

Na estação de Algueirão-Mem Martins algumas centenas de pessoas viram o comboio chegar dos lados de Sintra pelas 09h36, depois de uma espera de mais de uma hora. Muitos já ali estavam quando o painel informativo indicava que a próxima composição chegaria às 08h45 com destino ao Rossio. João Henriques, 41 anos, aguardava há meia hora pelo transporte que o levaria ao emprego. Colocado por uma empresa de trabalho temporário, nunca usou o direito à greve porque "precisa de trabalhar". Ana, 49 anos, não precisa de comboio para ir para o consultório e, embora concorde com a greve, vai trabalhar porque assegura sozinha as funções administrativas. "Não sei como é que o rapaz vai trabalhar mas também um dia não são dias", comenta uma mulher para uma colega que acabou de sair de um comboio com destino a Sintra. No centro de uma das maiores freguesias do país o movimento parece o de um fim-de-semana e os autocarros da Scotturb vão saindo espaçados das paragens com poucas pessoas.

Luís Filipe Sebastião10h32:

Ana Raquel, aluna do 11.º ano, chegou ao Liceu Camões, em Lisboa, às 8h15. Vive na Margem Sul e explica que conseguiu chegar a Lisboa porque veio de carro com os pais. Ainda não teve nenhuma aula, faltaram os professores de Inglês e de Matemática Aplicada às Ciências Sociais. Mais de metade dos alunos que frequentam este liceu no centro de Lisboa vive fora da capital, explica Teresa Palma, adjunta do director da escola que, ainda sem números oficiais, diz que cerca de 30% dos professores estão em greve.

Rita Brandão Guerra10h29:

O secretário-geral da CGTP apela aos trabalhadores que só entram ao serviço à tarde para aderirem à greve. Arménio Carlos está nos estaleiros da Lisnave na Mitrena onde, segundo os dirigentes sindicais, a produção está parada e a adesão à greve ronda os 75%. Segundo o secretário-geral da CGTP, há 20 organizações sindicais exteriores à sindical que se juntaram à paralisação. Umas são independentes, outras da UGT.

Ana Henriques10h27:

O Metro do Porto – que funciona em horário reduzido (07h-21h) e não terá ligações a Matosinhos, Póvoa, Maia, Aeroporto e Gondomar – está a assegurar a cobertura das linhas que representam “80% da procura habitual em dia útil”, disse à Lusa o porta-voz da empresa, Jorge Morgado. Está assegurado o serviço na linha Amarela, entre o Hospital de S. João, no Porto, e Santo Ovídio, em Gaia, e entre a Senhora da Hora e o Estádio do Dragão, no tronco comum às várias linhas de metro. Os outros percursos estarão suspensos. “Não estará disponível o serviço comercial a norte da Estação da Senhora da Hora”, pelo que não haverá “ligação à Estação Senhor de Matosinhos, Póvoa de Varzim, Verde, ISMAI e Aeroporto”. Na linha Laranja, será suprimida a ligação entre as estações do Estádio do Dragão e Fânzeres, Gondomar.

10h13:

O Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local assegura que a adesão nos serviços de recolha de lixo é total em quase todos os concelhos do país. Contudo, em Lisboa, Oeiras, Funchal, Gondomar, Matosinhos, Setúbal e Viana do Castelo é inferior a 100%. Na capital, aliás, a recolha está a ser feita a 60%, enquanto em Oeiras ronda os 80%, de acordo com dados citados pela Lusa.

10h08:

O turno da noite dos enfermeiros registou uma adesão à greve de 52%, disse a presidente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), Guadalupe Simões, à Lusa. Os hospitais do Montijo, Lamego e Régua registaram uma paralisação de 100%. No hospital de Macedo de Cavaleiros, nenhum enfermeiro fez greve; no hospital de Bragança a adesão foi de 12% e no hospital pediátrico de Coimbra de 16%. Em Lisboa os números variam entre os 21% de adesão no hospital Curry Cabral e os 93% no hospital Dona Estefânia. O hospital de São José teve uma paralisação de 84%, o dos Capuchos de 66% e o Pulido Valente de 26%. Até ao início da manhã, o SEP não tinha ainda conseguido recolher dados relativamente à adesão no Hospital de Santa Maria.


10h02:

Duas grandes empresas do concelho de Viana do Castelo estão “totalmente paralisadas”, ao nível da produção, informou à Lusa o coordenador da União de Sindicatos de Viana do Castelo, Branco Viana. É o caso da Browning-Viana, uma fábrica de armas com mais de 300 trabalhadores, e da Portucel-Viana, de dimensão idêntica.

10h:

O trânsito para entrar em Lisboa regista poucos problemas e o percurso entre Paço de Arcos e a Avenida 5 de Outubro demorou 30 minutos a fazer. Ainda assim, o trânsito está um pouco mais intenso na entrada de Lisboa pelo túnel do Marquês.

Helena Melo9h55:

No edifício que concentra as conservatórias do registo civil, em Lisboa, não há qualquer confusão e praticamente nenhuma adesão à greve, garante uma encarregada de serviço. Com a garantia de quase 100% dos funcionários a trabalhar e com muito poucas pessoas para atender, o dia promete ser ideal para tratar de documentos. Às 9h30, o PÚBLICO fez o teste e tirou a senha para tratar do cartão do cidadão. Foi chamado de imediato.

Rita Brandão Guerra9h50:

Os portos de Lisboa, Aveiro, Figueira da Foz, Viana do Castelo, Caniçal (Madeira) e Setúbal “estão encerrados”, segundo o coordenador da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (FECTRANS). A adesão à greve dos estivadores e dos pilotos de barra no porto de Lisboa faz prever que apenas saia um paquete nesta quinta-feira, avançou ao PÚBLICO José Manuel Oliveira.

Pedro Crisóstomo9h36:

Apenas os serviços mínimos estão assegurados nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, confirmou à Lusa o porta-voz da Comissão de Trabalhadores, António Barbosa. “Dentro da empresa só estão dois marinheiros e um bombeiro, além de uma secretária e um administrador.”

09h30:

No município do Funchal, no período nocturno, a limpeza urbana registou 100% de adesão e a recolha do lixo 70%, informou à Lusa o coordenador da União dos Sindicatos da Madeira (USAM), Álvaro Silva. Em relação aos transportes, o porto do Caniçal “está encerrado” e na Horários do Funchal – Transportes Públicos os dados revelam que “10% dos trabalhadores aderiram à paralisação”.

9h27:

Fraca adesão à greve na Autoeuropa, onde Arménio Carlos, líder da CGTP, acabou de chegar. A central sindical não avança números mas o estacionamento dos funcionários está cheio. Seja como for, Arménio Carlos recusa-se a admitir que, a nível nacional, a adesão a esta paralisação seja inferior à da última greve geral, a 24 de Novembro.

Ana Henriques

9h09: A PSP foi chamada a intervir nas estações da Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP) da Via Norte e de Francos, para permitir a saída dos autocarros, tendo-se registado “ligeiros confrontos” entre o piquete de greve e agentes policiais. A greve está a ter uma adesão de 70% e dos 230 autocarros que deveriam ter saído da estação de recolha da Via Norte e de Francos saíram apenas 40, disse à Lusa Jorge Costa, do Sindicato Nacional dos Motoristas.

8h46:

No terminal de barcos no Cais do Sodré, os seguranças de serviço não prestam qualquer informação aos jornalistas, reencaminham para a direcção comercial da Transtejo e recusam-se a indicar sequer se o serviço está a funcionar. Contactada por um dos seguranças, a direcção comercial manda então informar que não presta qualquer informação sobre a greve aos jornalistas.

Rita Brandão Guerra8h40:

A adesão à greve geral no sector dos transportes situa-se entre os 70 e os 100%, disse esta manhã à Lusa o coordenador da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (FECTRANS), José Manuel Oliveira. Os comboios da CP estão parados. O Metropolitano de Lisboa está paralisado, bem como a Soflusa; a Transtejo tem uma embarcação a funcionar. A adesão da Carris à greve é de cerca de 50%. O Metro do Porto só tem uma linha a funcionar, a Rodoviária da Beira Litoral tem uma adesão de 90%, os Transportes Sul do Tejo (TST) estão a 70% e os portos vão estar parados ao longo do dia, avançou o responsável.

8h21:

"Esta greve não é um teste à minha liderança. Na CGTP não fazemos testes individuais. Esta paralisação é uma decisão colectiva" da central sindical, diz Arménio Carlos.

Ana Henriques8h16:

Passavam minutos das 7h30 e não havia ninguém na paragem de autocarro, na Bica do Marquês, na Ajuda (Lisboa). O autocarro demorou apenas um minuto a chegar e o percurso até ao Cais do Sodré, que demora habitualmente pelo menos 25 minutos, foi feito em 15. No autocarro havia quem comentasse que hoje vem mais tarde para se "aproveitar da greve" ou que "afinal sempre há autocarros". Ao Cais do Sodré chegavam comboios com regularidade. O metro está fechado. Os barcos parados. Às 8h, a estação, que é uma das entradas principais na capital, estava quase vazia. Manuel Uchua veio de comboio de Santo Amaro, trabalha num restaurante em Lisboa e não concorda com a greve: "Isto prejudica muita gente".

Rita Brandão Guerra8h07:

"Esperemos que o Governo não se lembre de proibir o direito à greve", declarou Arménio Carlos à porta do arsenal do Alfeite, no Laranjeiro, sobre recentes declarações do executivo sobre a paralisação. O secretário-geral da CGTP aproveitou para recordar as famosas declarações de Manuela Ferreira Leite sobre a suspensão da democracia.

Ana Henriques8h05:

A greve geral está a ter uma adesão de 70% nos Transportes Sul do Tejo, 85% no Metro Sul do Tejo, 90% do Metro do Porto e 90% na Rodoviária da Beira Litoral, segundo dados apresentados por Arménio Carlos. Na STCP (Sociedade de Transportes Colectivos do Porto) só saíram 18 autocarros dos serviços mínimos, acrescentou.

8h00

: Os primeiros dados sobre a paralisação no turno da noite nos CTT em Lisboa, Coimbra e Porto apontam para uma adesão de 72,3%, segundo o Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações. Até às 4h, dos 286 trabalhadores escalados, 206 fizeram greve, números que fazem o sindicato prever “uma elevada adesão” no resto do dia.

7h52

: Barcos da Transtejo da linha Cacilhas-Lisboa estão a circular apenas de meia em meia hora. Segundo os sindicatos, das nove embarcações da Transtejo, apenas uma está a circular.

7h24

: O secretário-geral da CGTP admitiu esta manhã que a mobilização dos trabalhadores “é difícil”, quer porque houve uma redução do seu poder de compra, quer em função do aumento do desemprego. Disse ainda que “este caminho é o que foi seguido na Grécia e resultou num tremendo falhanço”. O líder da CGTP faz um balanço positivo da greve até agora, admitindo porém que nos serviços de recolha de lixo houve uma paralisação menor do que em greves anteriores.

Ana Henriques7h00

: Há autocarros da Carris a circular na Baixa e na Margem Sul, onde acabou de chegar Arménio Carlos. Há barcos, Metro e TST a circular, embora menos do que o normal.

Ana Henriques23h40 de 21 de Março:

Suspensão de ligações fluviais entre Lisboa e a Margem Sul do Tejo.

23h30 de 21 de Março:

Encerramento das estações do Metropolitano de Lisboa.

22h de 21 de Março:

Os comboios da CP começam a sofrer as primeiras perturbações.