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Gil Vicente e Bruno Paixão trouxeram o Sporting de regresso à terra

Depois de vencer o FC Porto, o Gil Vicente ganhou ao Sporting
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Depois de vencer o FC Porto, o Gil Vicente ganhou ao Sporting Foto: Miguel Vidal/Reuters

O Sporting entrou no jogo contra o Gil Vicente como que a viver sobre os louros de ter eliminado o Manchester City. O resultado foi uma meia-hora para esquecer para os homens de Alvalade que, quando deram conta, estavam a perder por um golo. Quando a equipa despertou desperdiçou um punhado de oportunidades e viu o árbitro Bruno Paixão com os seus disparates assinalar uma grande penalidade inexistente. Rui Patrício defendeu o primeiro remate do central goleador Cláudio, mas logo a seguir o juiz da partida assinalou outro que o central brasileiro não falhou. E praticamente acabou com o jogo dando a vitória (2-0) do Gil Vicente.

Sá Pinto apostou numa equipa bem mais ofensiva que aquela que surpreendeu a equipa mais cara do mundo em Manchester, deixando o City pelo caminho na Liga Europa. Em Barcelos, procurou um “onze” capaz de pegar no jogo, com Elias e Schaars como trincos. Uma dupla para permitir maior liberdade a um Matías Fernández. Mas, na frente, Wolfswinkel voltou a estar mal, desperdiçando as oportunidades que teve nos pés e na cabeça, e a equipa leonina demorou a entrar no jogo.

O treinador do Gil Vicente, que entrou neste jogo dois pontos acima da linha de água, apostou numa equipa com um ataque móvel. Com Hugo Vieira na frente, ele que é conhecido precisamente pela mobilidade. E os primeiros minutos deixaram claro que Paulo Alves estava certo, com os dois centrais do Sporting (Polga e Xandão) sem pernas para acompanhar o avançado.

Com uma equipa que povoou muito o meio-campo, Paulo Alves praticamente não deixou jogar o adversário. Tolheu Capel e Izmailov, deixou Schaars preso por André Cunha e Matías Fernández sem espaço.

Sá Pinto desesperou nos primeiros 35’ minutos, com a sua equipa em dificuldades na primeira fase de construção do jogo e com muitos problemas para travar as transições rápidas do adversário. Aos 13’, Rodrigo Galo encheu o pé e fez um grande golo, colocando o Gil a vencer.

Só depois, o Sporting assumiu o domínio. Esteve mesmo perto de marcar, aos 36’, num livre de Insúa e, a seguir, num bom trabalho de Wolfswinkel. Mas o remate foi por cima da baliza adversária.

As equipas foram para o intervalo já com um Gil Vicente encostado às cordas. Incapaz de afastar o opositor do seu meio-campo, com Izmailov a imprimir velocidade ao jogo e Matías Fernández a aproveitar a sua técnica. Foi o suficiente para tomar conta do jogo .Sá Pinto tirou Polga e Matías, alterações que obrigaram Elias a recuar para central. O Sporting estava finalmente a levantar a cabeça, quando Bruno Paixão resolveu mostrar que é um daqueles árbitros que não se compreende bem como apita na Liga. Conseguiu assinalar uma grande penalidade numa alegada mão de Schaars fora da área. Cláudio marcou e falhou, mas na sequência da jogada, Bruno Paixão assinala uma nova grande penalidade, desta vez por mão de João Pereira, esta sim a existir dentro da área.

O Sporting como que se finou. Schaars viu Bruno Paixão mostrar-lhe o segundo amarelo e expulsá-lo e foi mesmo o Gil, por intermédio de Zé Luís que, a poucos minutos do fim rematou ao poste, numa das jogadas mais bonitas da partida.

POSITIVORodrigo Galo

O lateral teve uma exibição notável na primeira parte. Anulou Capel e fez um golo espectacular que apagou por completo tudo o que de bom o Sporting fez na primeira parte.


Hugo Vieira

Jogou como ponta-de-lança e nos primeiros minutos confundiu por completo a defesa do Sporting. Merecia uma equipa com outras ambições.


NEGATIVOBruno Paixão

O árbitro errou ao assinalar a grande penalidade por uma alegada mão de Schaars, que Patrício defendeu, mas na sequência marcou novo penálti por mão de João Pereira. O primeiro foi um dos muitos erros que marcaram a sua exibição.


Início do Sporting

Foi uma sombra daquilo que se viu em Manchester. Quando acordou, desperdiçou várias oportunidades. Já vai em mais de quatro meses e meio sem vencer fora.


Ficha de Jogo

Gil Vicente, 2


Sporting, 0


Estádio Cidade de Barcelos
Assistência 7840 espectadores.

Gil Vicente

Adriano, Galo, Halisson, Cláudio, Caiçara, Luís Manuel, César Peixoto (Vilela, 90’+1’), André Cunha, Éder (Richards, 64’), Guilherme, Hugo Vieira (Zé Luís, 76’). Treinador Paulo Alves


Sporting

Rui Patrício, João Pereira, Xandão, Polga (André Martins, 46’), Insúa, Elias, Schaars, Matias (Jeffrén, 46’), Izmailov, Capel (Carrillo, 73’), Wolfswinkel. Treinador Sá Pinto


Árbitro

Bruno Paixão, de Setúbal.

Amarelos

Cláudio (36’), Schaars (52’ e 68’) Hugo Vieira (75’), Wolfswinkel (77’), Galo (78’)

Vermelho

Schaars (68')

Golos

1-0, por Galo, aos 13’; 2-0, por Cláudio, aos 55’ (g.p.)

Notícia actualizada às 23h30