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A maioria das encomendas é feita através da página de Facebook DR
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Sofia Ferreira

aiaimatilde: Matilde inventou uma boneca contra o desemprego

Na faculdade decidiu abrir um blogue para mostrar o seu trabalho. Seis anos depois, a aiaimatilde é a ocupação principal da designer Matilde Martins

Matilde Martins converteu a formação em design em valor empresarial e criou a sua oportunidade no mercado de trabalho. Seis anos e centenas de encomendas depois, a aiaimatilde é um exemplo de sucesso.

Após ter idealizado, ilustrado e rentabilizado o seu próprio negócio, a designer de 27 anos vive quase exclusivamente da marca a que deu nome. Em resposta à precariedade e desemprego, a jovem aconselha: “temos de lutar e acreditar naquilo que fazemos, temos de criar, ser originais, desenvolver projectos interessantes, viáveis e que tragam retorno.”

A marca que, segundo Matilde, “se diferencia pela originalidade, pela constante busca pela satisfação do cliente e pela dedicação ao trabalho”, conta com uma gama variada de peças, que têm como base uma boneca personalizável — a Matilde. Tendo em conta as características do cliente, pode-se alterar a cor do cabelo e do vestido, incluir uns óculos ou acrescentar elementos alusivos à profissão. "Notebooks", pulseiras, molduras, emblemas e placas de carro “bebé a bordo” são alguns exemplos.

De uma “brincadeira” a trabalho principal

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A Matilde é uma boneca personalizável DR

A ideia surgiu “ainda andava na faculdade e foi evoluindo ao longo do tempo”, conta. “Na disciplina de Informática tivemos a oportunidade de fazer um blogue e pensei 'porque não mostrar o trabalho que tenho vindo a desenvolver?'". Assim foi — "a primeira janela da Matilde para o mundo foi aberta.”

Entre o “passa a palavra” e a divulgação nas redes sociais, a marca vendeu centenas de produtos, inclusive para o Brasil, Turquia, Espanha, Alemanha, Holanda, França e Eslovénia. “A maioria das encomendas é feita através da página de Facebook, onde consigo ter um bom 'feedback' por parte dos seguidores, que neste momento são mais de 7600”, explica.

“Nunca esperei que a aiaimatilde se tornasse no meu trabalho principal. Antes era apenas uma “brincadeira”, que felizmente teve uma boa aceitação por parte do público”, partilha. Embora realize alguns trabalhos como "freelancer", a designer dedica-se maioritariamente ao projecto.