Sporting elimina Manchester City em jogo com cinco golos

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Wolfswinkel marcou em Manchester Foto: Phil Noble/Reuters

O jogo de há uma semana mostrara inteligência do Sporting e displicência do City. Sá Pinto dera espaço ao talento milionário do City para jogar, dentro de limites, esperando uma oportunidade que surgiria na forma do calcanhar de Xandão. O jogo no Etihad começou por ser mais do mesmo, mostrando que o City e Mancini não tinham aprendido a lição.

O Sporting entrou quase da mesma maneira, talvez com menos respeito ao adversário. O City foi uma equipa mole, sem vontade de discutir a eliminatória. Nem Mario Balotelli, desta vez titular no lugar de Dzeko, funcionou como motor de arranque para uma equipa que estava em crise — depois de perder em Alvalade, o City também perdera a liderança da Premier League após ser derrotado pelo Swansea.

Sempre muito seguro na defesa, o Sporting até foi mais atrevido no ataque do que na primeira mão, e esteve perto de inaugurar o marcador logo aos 8’. Canto de Matías e Xandão saltou mais alto que a defesa do City, mas o cabeceamento do brasileiro saiu ao lado.

Foi dos pés do médio chileno que o Sporting começou a sua história feliz. Balotelli fez falta sobre Insúa e Matías, de livre, fez o 1-0.

Mais margem de manobra ganharam os “leões” depois do que aconteceu aos 41’. Tudo começou em Pereirinha, que ludibriou Kolarov e fez o passe para Izmailov. O russo cruzou e Van Wolfswinkel marcou um golo fácil.

No final da primeira parte, o Sporting estava a conseguir o que poucos tinham conseguido esta época, ganhar ao City no seu estádio. Mas depois do intervalo, os “leões” surgiram nervosos e inconstantes. Até aos primeiros 15 minutos, tudo mais ou menos tranquilo. O City atacava mais, tinha outra genica, mas o Sporting ia segurando a larga vantagem. Até aos 61’, quando Yaya Touré conseguiu meter a bola em Kun Aguero, que fez o 1-2.

Era o primeiro sinal de vida na eliminatória do avançado argentino que, em 2010, marcara, enquanto jogador do Atlético de Madrid, os dois golos que eliminaram o Sporting na edição de estreia da Liga Europa.

Sá Pinto imitou o que fizera na primeira mão, fez a equipa recuar, tirando Matías, Capel e Wolfswinkel e metendo Jeffren, Renato Neto e Carrillo.

A formação britânica não abrandou e, aos 76’, o árbitro considerou penálti uma entrada de Renato Neto sobre Aguero. Balotelli, para fazer justiça à sua loucura, atirou quase ao meio da baliza, mas a bola entrou.

Com o empate, a margem de manobra do Sporting era cada vez menor. Na mesma proporção crescia a crença do City, que subiu para níveis estratósféricos aos 84’, quando Aguero faz o 3-2.

Nesta altura, cada bola na sua área era um susto para o Sporting. O maior foi o tal lance em que a mão direita de Patrício fez a diferença perante a cabeça de Hart. O jogo acabou no segundo seguinte e o Sporting festejou. Os “leões” voltavam a ser felizes com uma derrota. Já acontecera em Alkmaar e deu para ir a uma final.

PositivoMatías

Tal como acontecera em Alvalade, o chileno foi o jogador mais perigoso do Sporting e abriu o caminho com um livre indefensável. Notou-se muito a sua saída.


Rui Patrício

Voltou a ser decisivo ao desviar o remate de Joe Hart no último segundo do jogo. Entre o pânico geral, foi dos poucos que nunca perdeu a calma.


Aguero

Já tinha marcado dois golos ao Sporting, voltou a fazê-lo nesta quinta-feira. Quase sozinho, o genro de Maradona trouxe o City de volta à vida na eliminatória.


NegativoSegunda parte do Sporting

Tenha sido por quebra física ou por mérito do adversário, o Sporting quase deitou tudo a perder na última meia hora.


Sete possíveis adversários nos quartos-de-final

AZ Alkmaar (Holanda)Hannover (Alemanha)
Metallist (Ucrânia)
Athletic Bilbau (Espanha)
Valência (Espanha)
Schalke 04 (Alemanha)
Atlético Madrid (Espanha)

Notícia actualizada às 23h18