Olli Rehn regista consenso sobre plano da troika e insiste na meta do défice

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Olli Rhen esteve reunido com Passos Coelho e Vítor Gaspar, mas foi o ministro das Finanças quem falou aos jornalistas Foto: Miguel Manso

Depois de reunir com o primeiro-ministro e o ministro das Finanças em S. Bento, em Lisboa, Rehn enfatizou o consenso na sociedade portuguesa, no Parlamento e, em particular, o “comportamento responsável dos parceiros sociais” em relação à implementação do programa da troika.

“O programa está a ser implementado numa base sólida, a um ritmo adequado”, afirmou numa conferência de imprensa ao lado de Vítor Gaspar. As metas traçadas estão a ser cumpridas, recordou, insistindo que, para o país “reforçar a confiança”, deve manter-se “fiel” ao objectivo de um défice de 4,5% este ano e de 3% no próximo.

Rehn, que nesta visita a Portugal começou por reunir com os parceiros sociais – antes de se encontrar com membros do Governo –, insistiu no facto de haver em Portugal um “consenso político e social alargado” para distanciar a situação portuguesa da crise grega. Foi, aliás, recorrendo a esse argumento que respondeu aos jornalistas quando lhe foi perguntado se admitia que Portugal venha a pedir mais tempo e mais dinheiro à troika, ou seja, uma extensão do programa e um reforço do envelope financeiro.

Sem responder directamente à pergunta, Rehn reforçou que o Governo está empenhado em cumprir o memorando, o mesmo que Vítor Gaspar afirmara minutos antes, ao defender que o plano de ajustamento “é o programa de que Portugal precisa” para secundar um novo padrão de estabilidade.

Confrontado se, depois de terminar a implementação do plano da troika, haverá margem para Portugal mexer nos impostos, Rehn afirmou: “O que interessa agora é que, com disso o ministro [Vítor Gaspar], o Governo está politicamente empenhado em atingir as metas do défice”.

O ministro das Finanças manteve o que dissera esta manhã no Parlamento, recordando que, “uma vez concluído este programa”, haverá a “possibilidade de examinar a estrutura da tributação em Portugal de uma forma completa” que possibilite “um sistema fiscal mais simples, mais justo e mais amigo do crescimento” e da competitividade do país.

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