Glaciares da Gronelândia são mais sensíveis ao aquecimento global

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As massas glaciares na Gronelândia são mais sensíveis ao aquecimento global do que se previa, segundo um novo estudo da revista científica Nature Climate Change, divulgado neste domingo.

O estudo agora apresentado revela que os glaciares da Gronelândia poderão derreter mais depressa do que o previsto, e levar a um consequente aumento do nível do mar, com uma subida média da temperatura do planeta de 1,6 graus centígrados.

Estudos anteriores indicavam que o gelo naquela região, considerada o segundo maior reservatório natural de água, só começaria a derreter-se acima dos 3,1 graus.

Desde o século XVIII, a temperatura na Terra subiu 0,8 graus.

A duração de tempo para o colapso total de uma calota de gelo (que cobre uma área de gelo até 50 mil quilómetros quadrados) está relacionada com esse aumento da temperatura da Terra, podendo variar entre os dois mil anos (no caso de um aumento de oito graus) e os 50 mil anos (com um aumento de dois graus centígrados).

O estudo é avançado por investigadores do Instituto de Potsdam, da Alemanha, e da Universidade Complutense de Madrid, de Espanha, que demonstram que “sob certas condições, o degelo na Gronelândia pode tornar-se irreversível”.

A comunidade internacional queria fixar como objectivo impedir que a temperatura da Terra subisse mais do que dois graus centígrados, embora os valores das emissões de gases poluentes, que agravam o efeito de estufa, tenham fixado aquele objectivo entre os três e os quatro graus.