Vida selvagem

Albatrozes e outras aves marinhas estão em declínio

Um albatroz
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Um albatroz AFP

Se maltratar os albatrozes é uma fonte de má sorte, como a lenda do marinheiro diz, então o último relatório sobre o estatuto das aves marinhas põe o mundo em maré de azar. Uma revisão do estado deste grupo de aves publicada de animais Bird Conservation International mostra que das 346 espécies de aves marinhas que existem, 97 estão globalmente ameaçadas e 10% estão perto de ficarem ameaçadas.

“As principais ameaças no mar são causadas pela pesca comercial (devido à competição e mortalidade causada pelas artes de pesca) e pela poluição, enquanto em terra, as espécies invasoras e predadoras, a degradação do habitat e a perturbação humana são as ameaças mais representativas”, explica o resumo da investigação liderada por John Croxall, responsável do Programa Global de Aves Marinhas da BirdLife.

Quase metade das espécies está em declínio. Os albatrozes são o grupo de aves mais ameaçado, 17 das 22 espécies estão actualmente ameaçadas de extinção.

“As aves marinhas são um grupo diverso com distribuição mundial e como predadores de topo são um indicador valioso da saúde marinha”, disse o professor John Croxall, num comunicado da Bird Life International.

O artigo oferece algumas soluções para reverter este declínio, como a protecção dos locais onde as aves marinhas se agrupam tanto em terra, onde se reproduzem, como no mar, onde se alimentam.

A organização já identificou vários locais importantes no mar e irá publicar um inventário sobre estes locais. Uma das apostas é a criação de uma rede de áreas marinhas protegidas.