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Debate instrutório do processo do "Túnel da Luz" inicia-se a 16 de março

Hulk é um dos acusados
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Hulk é um dos acusados Foto: Nacho Doce/Reuters

O debate instrutório do processo do “Túnel da Luz”, em que dois seguranças de uma empresa privada acusam cinco futebolistas do FC Porto de agressões, inicia-se a 16 de Março.

A primeira sessão do debate instrutório, requerida pelos jogadores Hulk, Helton, Sapunaru, Christian Rodríguez e Fucile, está programada para as 14h, no 5.º Juízo do Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa (TIC), no Campus da Justiça em Lisboa.

Após as alegações das partes, o juiz do TIC nomeado para este processo marcará a leitura da decisão instrutória, comunicando a decisão de levar a julgamento os jogadores do FC Porto ou de arquivamento do processo.

Sandro Correia e Ricardo Silva apresentaram queixa-crime contra os cinco futebolistas por alegadas agressões a 20 de Dezembro de 2009 e o Ministério Público (MP) deduziu acusação.

O MP fundamentou o despacho de pronúncia depois de dadas como provadas as agressões, murros e pontapés a Ricardo Silva e a Sandro Correia, que lhe provocaram um traumatismo na face e num membro inferior.

Os dois “stewards” em serviço no jogo entre Benfica e FC Porto, da 14.ª jornada da Liga da temporada de 2009/10, que os benfiquistas venceram por 1-0, requereram ao FC Porto uma indemnização superior a 45.000 euros.

A indemnização destina-se a ser doada a uma instituição e ao valor pedido acrescem os juros vencidos até à data da interposição do pedido, a 19 de Outubro, e os vincendos até efectivo e integral pagamento.

No entanto, os brasileiros Hulk e Helton, os uruguaios Christian Rodríguez e Fucile e o romeno Sapunaru alegaram que foram injuriados e difamados pelos seguranças e pediram a abertura da instrução do processo, desta vez conduzida por um magistrado do TIC e não pelo MP.

Pelos incidentes, a Comissão Disciplinar da Liga Portuguesa de Futebol Profissional suspendeu Hulk por quatro meses e Sapunaru por seis e arquivou o inquérito ao guarda-redes Helton.

As decisões mereceram recurso para o Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol, que reduziu o castigo a Hulk para suspensão de três jogos e a Sapunaru para quatro.

O brasileiro Hulk esteve privado de actuar em 18 jogos da Liga e o romeno acabou por ser emprestado ao Rapid de Bucareste, desde Janeiro até Julho de 2010.