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Benfica desperdiça oportunidades e pontos na deslocação a Coimbra

Witsel voltou à titularidade no Benfica
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Witsel voltou à titularidade no Benfica Foto: Hugo Correia/Reuters

O Benfica continua em queda e somou o segundo jogo consecutivo sem vencer para a Liga. A equipa jogou melhor, teve inúmeras oportunidades, mas nunca soube definir o derradeiro passe frente a uma Académica que continua sem saber o que é ganhar em casa desde 26 de Setembro.

Com o desfecho do jogo em Coimbra, os “encarnados” podem ver o FC Porto chegar à Luz com os mesmos pontos. O árbitro da partida também não esteve à altura.

O treinador do Benfica aprendeu com a aposta exageradamente de tracção à frente que lhe custou três pontos em Guimarães e, em Coimbra, teve outros cuidados. Witsel foi titular, juntamente com Matic (Javi García acabou por ficar no banco) e Bruno César recuperou o lugar em detrimento de Nolito (Rodrigo esteve ausente devido a uma lesão). A equipa ganhou um equilíbrio que nunca teve na última jornada. O futebol fluído da equipa, por seu lado, ofereceu muito trabalho a Peiser. Maxi foi sempre um lateral que fez todo o corredor, entendendo-se com Aimar, compensando algum desacerto de Gaitán e Bruno César esteve também em alta, sobretudo, pela esquerda. Mas faltou o último passe aos homens da Luz e um Cardozo com capacidade para decidir os lances.

O árbitro deixou o Benfica com razões de queixa. A título de exemplo, não assinalou uma grande penalidade de Cédric por mão na bola (8’) e, aos 33’, assinalou um fora-de-jogo que retirou a Aimar a possibilidade de se colocar na cara de Peiser.

Já a Académica mostrou que ficou a perder com as saídas de Sissoko para o Wolfsburgo, de Berger para o Odessa e do castigo interno que continua a cumprir Ederzito. A tudo isto, Pedro Emanuel optou ainda por deixar de fora os dois habituais extremos (Diogo Valente e Marinho), apostando numa formação encolhida, sempre agradecida à forma como o adversário não conseguia definir o último passe.

Mas o Benfica teve jogadas notáveis como a que aconteceu, aos 13’, num lance iniciado em Matic, continuada por Maxi, que foi à linha tirar o cruzamento, para Aimar rematar contra os pés de Peiser.

Os homens da Académica responderam na segunda parte com uma bomba de Diogo Melo, à qual respondeu Artur com uma grande defesa.

Tudo o resto pertenceu ao Benfica, que desperdiçou uma série de oportunidades, mesmo sem a solidez que demonstrou na primeira metade, devido à saída de Matic (viu um amarelo e Jorge Jesus preferiu não arriscar) Com a entrada de Nélson Oliveira a equipa perdeu capacidade de pressão e de recuperação de bola, mas ganhou velocidade no ataque. O internacional português, porém, também não foi feliz no derradeiro toque. Mal entrou conseguiu isolar-se, mas o remate em esforço saiu ao lado. Seguiu-se mais um disparate de Cardozo que foi demasiado lento, após um bom trabalho de Bruno César. Nesta fase de forte pressão, Nélson Oliveira voltou a estar perto do golo, mas não superou Peiser, voltando a falhar (aos 83’). E, com a entrada de Djaló para o lugar de Aimar, o futebol ficou claramente a perder. A Académica respondia em contra-ataque e, já perto do fim, até foi Garay a evitar males maiores para os homens da Luz.

POSITIVOMatic

Javi García ficou no banco, mas não se notou a ausência do espanhol. Matic realizou uma primeira parte irrepreensível. Recuperou bolas, saiu a jogar e mostrou pormenores muito interessantes.


Peiser

Foi o pilar necessário para manter o nulo.


Garay

O Benfica não teve muito trabalho defensivo, mas quando foi necessário, o argentino apareceu a tirar de forma exemplar o pão da boca a Edinho.


NEGATIVOCardozo

O avançado só se distinguiu pelos lances que desperdiçou. Mesmo quando tinha várias soluções optou sempre pela pior.


Djaló

Com a sua entrada o Benfica ficou mais exposto aos contra-ataques adversários e não ganhou nada em termos ofensivos.


Ficha de Jogo

Académica, 0


Benfica, 0


Jogo no Estádio Cidade de Coimbra.Assistência Cerca de 14.000 espectadores.

Académica

Peiser, Cédric, Flávio Ferreira, Reiner Ferreira, Hélder Cabral, Diogo Melo, Adrien, Danilo (Rui Miguel, 82’), Magique (Diogo Valente, 60’), Edinho e Saulo (Marinho, 81’). Treinador Pedro Emanuel.

Benfica

Artur, Maxi Pereira, Jardel, Garay, Emerson, Matic (Nélson Oliveira, 46’), Witsel, Gaitán (Nolito, 53’), Aimar (Yannick, 70’), Bruno César e Cardozo. Treinador Jorge Jesus.

Árbitro

Hugo Miguel, de Lisboa.

Amarelos

Diogo Melo (36’), Matic (45’+1’), Maxi Pereira (60’), Flávio Ferreira (64’), Cédric (83’), Adrien (90’+1’), Nolito

Notícia actualizada às 23h00