Juros da dívida portuguesa a dez e a dois anos voltam a subir

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Juros da dívida a cinco anos estão em queda e acompanham tendência dos títulos espanhóis e italianos Foto: Patrícia de Melo Moreira/AFP

As taxas implícitas às Obrigações do Tesouro portuguesas com prazo de dez anos praticadas nos mercados secundários avançavam ao início da tarde para os 12,81%.

Desde que a 30 de Janeiro os títulos portugueses bateram um recorde de 17% de juros na era da moeda única, as obrigações nacionais nesta maturidade iniciaram uma tendência de queda generalizada até 15 de Fevereiro, altura a partir da qual voltaram a subir, até registarem um ligeiro recuo ontem.

As obrigações com prazo de dois anos estão hoje também em alta, com uma taxa implícita de 12,84%, depois de dias consecutivos de correcção. Entre as principais maturidades da dívida portuguesa de médio prazo transaccionada nestes mercados, os títulos a cinco anos são os únicos que estão a acompanhar a tendência de recuo das obrigações espanholas e italianas.

A Itália foi hoje ao mercado primário endividar-se em 4500 milhões de euros, com taxas mais baixas na emissão principal, ao mesmo tempo que nos mercados secundários as taxas de juro da dívida recuam nos principais prazos.

Pelas obrigações a dez anos, as taxas de juro implícitas às transacções eram de 5,43%, bem abaixo do máximo deste ano, de 7,1% a 9 de Janeiro. Os títulos a cinco anos caíram para 4,2% de juros e as obrigações a dois anos para 2,8%.

As taxas espanholas seguem ligeiramente mais baixas nestes três prazos: 5% (a dez anos), 3,6% (a cinco anos) e 2,6% (a dois anos).

A Grécia continua com as Obrigações do Tesouro em máximos históricos. Pelos títulos a dez anos, os investidores pedem 37,2% de juros, pela dívida a cinco anos mais de 59% e a dois anos 274,5%.

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