Rebeldes retiraram de Baidoa

Forças da Etiópia e da Somália assumem controlo de bastião da Al-Shabab

Soldados das forças somali patrulham as ruas de Mogadíscio
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Soldados das forças somali patrulham as ruas de Mogadíscio Feisal Omar/Reuters

Soldados da Etiópia e do governo de transição da Somália tomaram nesta quarta-feira o controlo de Badoa, um bastião dos rebeldes da Al-Shabab, com ligações à Al-Qaeda, no Sul da Somália.

As forças da Etiópia e da Somália entraram na cidade com cerca de 50 veículos, entre os quais 20 tanques, e pouco depois a Al-Shabab anunciou a retirada “por razões tácticas”. O primeiro-ministro somali, Abdiweli Mohamed Ali, confirmou a tomada de Baidoa em declarações aos jornalistas em Londres. “Uma das cidades mais importantes do sudoeste da Somália, Baidoa, foi tomada a Al-Shabab.”

A cidade fica a cerca de 250 quilómetros da capital, Mogadíscio, junto à região portuária de Kismayo, que é considerada estratégica para o financiamento dos rebeldes. A operação que permitiu assumir o controlo de Baidoa foi inicialmente anunciada por um responsável militar, Muhidin Ali, que disse à AFP que os rebeldes islamistas “fugiram à frente dos militares e desertaram”.

“Estamos no centro da cidade e avançamos em várias direcções para garantir que assumimos o controlo total”, adiantou Muhidin Ali à AFP, por telefone. Um habitante de Baidoa adiantou que soldados etíopes e somalis tomaram posições no centro da cidade e que os combates terminaram. “As pessoas estão nas ruas a olhar para os soldados que avançam lentamente pelos diferentes bairros.”

Baidoa estava sob controlo da Al-Shabab desde 2009, depois de ter sido a sede do Parlamento somali de transição. Os rebeldes confirmaram a retirada mas um dos seus responsáveis, Mohamed Ibrahim, defendeu que “a conquista de Baidoa não significa que o inimigo possa avançar pela cidade”. E adiantou: “O sangue voltará a correr nas zonas que conquistaram.”

Em Agosto a Al-Shabab foi forçada a abandonar as suas posições em Mogadíscio, na sequência de operações levadas a cabo por soldados da União Africana presentes na Somália e do governo de transição. A escassa dimensão do apoio internacional às forças somalis tem sido debatida pela ONU, e nesta quarta-feira o Conselho de Segurança aprovou por unanimidade uma resolução que permitirá aumentar o número de efectivos da missão da União Africana na Somália de 12.000 soldados para um máximo de 17.731.

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