Associação de Investidores diz que Three Gorges tem de lançar OPA sobre a EDP

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O presidente da China Three Gorges, Cao Guangjing (à esq.), cumprimenta o CEO da EDP, António Mexia, na assinatura do contrato promessa Daniel Rocha

De acordo com a ATM, que divulgou hoje um comunicado, tanto esta associação como a confederação de Associações Europeias de Accionistas Minoritários (Euroshareholders) defendem que a China Three Gorges “deveria proporcionar a todos os accionistas uma saída em iguais condições de preço à oferecida ao Estado português via lançamento de uma Oferta Pública de Aquisição (OPA)”.

Isto porque as associações consideram que o novo accionista chinês, que dentro de poucos meses deverá concluir a compra de 21,35% do capital da eléctrica portuguesa, “tem influência efectiva no exercício dos direitos de voto e é por isso [uma posição] de controlo”.

Em causa estão as alterações dos estatutos da eléctrica portuguesa que vão a votos na assembleia geral da próxima segunda-feira, dia 20, e que permitirão à China Three Gorges ter direitos de voto equivalentes à participação no capital, bem como as propostas de eleição dos novos membros do conselho geral e de supervisão e do conselho executivo, influenciadas pelo novo accionista.

De acordo com a ATM, "as associações permanecem vigilantes em relação às acções que os vários accionistas de referência da EDP venham a realizar, em particular para eventuais indícios de acções concertadas na sociedade acima dos 33,33% dos direitos de voto que levem à presunção de domínio.".

A associação lembra que no caso de presunção de domínio, a legislação portuguesa "obrigaria ao lançamento de uma OPA".

A associação, presidida por Octávio Viana, adianta que já realizaram uma reunião com o presidente da CMVM, Carlos Tavares, e acrescenta que deposita “a máxima confiança” na entidade reguladora, “na supervisão dos actos de gestão, governo e societários que se venham a desenvolver no seio da EDP”.

Notícia actualizada às 13h26

Foi acrescentada a parte do comunicado que sublinha que as associações irão manter-se vigilantes