Irlandeses querem referendo sobre acordo de disciplina orçamental

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Tal como Portugal e a Grécia, a Irlanda recebeu um empréstimo internacional John MacDougall/AFP

Cerca de 72% dos mil eleitores irlandeses questionados pela sondagem – realizada na semana passada para o jornal Sunday Business Post pela empresa Red C – dizem que deveria haver uma consulta sobre qualquer novo tratado, contra cerca de 21% que manifestaram opinião contrária.

Questionados sobre o sentido de voto no caso de ser realizado um referendo ao acordo deste segunda-feira, 40% dos inquiridos afirmaram que votariam a favor do acordo, 36% contra e 24% não tinham opinião.

O primeiro-ministro irlandês, Enda Kenny, tornou público que pretende submeter o texto final do acordo, intergovernamental e não respeitante aos 27 membros da UE, à procuradoria-geral irlandesa para obter um parecer sobre a sua constitucionalidade.

A Irlanda já por duas vezes gerou inquietação na União Europeia ao sujeitar a referendos a aprovação por Dublin dos tratados europeus de Nice e de Lisboa.

A Irlanda está sujeita, juntamente com Portugal e com a Grécia, a um pacote de resgate financeiro da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional.

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