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“Beasts of the Southern Wild” venceu o Grande Prémio do Festival de Sundance

Imagem de "The House I Live In", que venceu como melhor documentário norte-americano
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Imagem de "The House I Live In", que venceu como melhor documentário norte-americano DR

“Beasts of the Southern Wild”, de Benh Zeitlin, venceu o Grande Prémio para o Melhor Filme do Festival de cinema independente Sundance, que terminou sábado em Park City, no Estado do Utah.

O filme que conta a história de uma menina de seis anos que vive com o pai, doente terminal, numa pequena comunidade do delta do rio Mississipi, foi realizado no âmbito de um programa de apoio do Sundance Institute.

“Tivemos mais liberdade para fazer este filme do que alguma vez pensei que um realizador estreante pudesse ter na América”, disse Zeitlin.

“The House I Live In”, de Eugene Jarecki, venceu o Prémio para Melhor Documentário norte-americano. O realizador recebera já em 2005 um prémio neste festival fundado por Robert Redford.

O filme “Violeta se Fue a los Cielos”, do chileno Andrés Wood, venceu o Prémio para o Melhor Filme Estrangeiro.

“Violeta se Fue a los Cielos”, uma co-produção do Chile, Brasil, Argentina e Espanha, conta a tumultuosa e excitante vida da popular cantora chilena Violeta Parra, falecida em Fevereiro de 1967.

O filme chileno “Young & Wild”, da realizadora Marialy Rivas, venceu o Prémio para o melhor argumento, de autoria da própria Rivas em parceria com Camila Gutiérrez e Pedro Peirano.

O Prémio de Melhor Documentário Internacional foi para a película israelita “The Law in These Parts”, dirigida por Raanan Alexandrowicz, que descreve o sistema militar hebraico nos territórios palestinianos ocupados.

O Prémio Especial do Juri foi para o filme turco “Can” de Rasit Celikezer, em ex-aequo com os documentários “Love Free or Die”, de Macky Alston, “Ai Weiwei: Never Sorry”, de Alison Klayman, e “Searching for Sugarman”, de Malik Bendjelloul.

O Prémio do público foi partilhado pela co-produção americano-indiana “Valley of the Saints”, de Musa Syeed, por “The Surrogate”, de Ben Lewin, e pelo documentário norte-americano “The Invisible War” Kirby Dick.

O Prémio Next - que distingue películas rodadas com pequenos orçamentos - foi para o norte-americano Mike Birbiglia, pelo filme “Sleepwalk With Me”.

A cerimónia abriu com uma homenagem ao produtor Bingham Ray, um dos promotores do cinema independente que faleceu segunda-feira durante o decorrer do Festival.

Nesta 64.ª edição de Sundance foram exibidos 120 filmes, dos quais 58 a concurso.