Mudanças na governação

Nuno Amado convidado a substituir Santos Ferreira à frente do BCP

Nuno Amado poderá passar do Santander Totta para o BCP
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Nuno Amado poderá passar do Santander Totta para o BCP Pedro Cunha

O actual presidente do Santander Totta, Nuno Amado, vai ser hoje formalmente convidado para presidente executivo do BCP, substituindo Carlos Santos Ferreira.

Ao que o PÚBLICO apurou, junto de fonte do conselho geral e de supervisão do BCP, o convite será feito ainda hoje a Nuno Amado, que tem estado à frente do Santander Totta nos últimos anos. O actual presidente do BCP, Carlos Santos Ferreira, foi ontem informado pelos accionistas de que seria substituído à frente do maior banco privado português. O gestor deverá permanecer como administrador não executivo da instituição financeira.

Apesar de o mandato de Santos Ferreira ainda não ter terminado, os estatutos do banco têm uma cláusula que permite que o conselho geral e de supervisão substitua o presidente executivo caso as metas não sejam cumpridas.

Nuno Amado não será surpreendido pelo convite, visto que já teve conversas com os accionistas. Ao que o PÚBLICO apurou, o actual presidente do Santander Totta deverá aceitar o novo cargo. O BCP não se mostrou disponível para falar.

A notícia de que Nuno Amado seria convidado a liderar o BCP foi hoje avançada pelo Jornal de Negócios, depois de o Diário Económico ter noticiado que Carlos Santos Ferreira iria deixar o maior banco privado português, na sua edição de hoje.

O banqueiro não confirmou ao jornal essa informação, mas disse que “mais dia menos dia, os accionistas quererão mudar o modelo de governação” e, nessa altura, “outras pessoas terão de surgir”. Santos Ferreira terá ainda dito que esse projecto “requer sangue novo para uma longa marcha”.

De acordo com o Diário Económico, a vontade de mudança dentro do BCP parte dos principais accionistas, particularmente a Sonangol, que tem 15% do capital. A empresa angolana quer mudar os estatutos e deixar entrar, no curto prazo, pelo menos um novo parceiro, provavelmente os chineses da ICBC. O novo modelo de governação passará pela criação de um conselho de administração, do qual sairá uma comissão executiva e um novo presidente.

Notícia actualizada às 13h35