Maior refinador europeu segue para falência

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Patrick Monteiro de Barros é um dos maiores accionistas particulares da Petroplus Carlos Lopes

Desde há um mês que a empresa travava uma batalha para evitar este desfecho, tendo sido obrigada a encerrar três refinarias, face ao congelamento de uma linha de crédito de cerca de mil milhões de dólares (perto de 780 milhões de euros).

Hoje, a Petroplus anunciou que vai pedir a insolvência no país onde está baseada, a Suíça, depois de várias semanas de negociações infrutíferas com os seus credores. O mesmo acontecerá com as suas subsidiárias, instaladas em cinco países europeus, como a França e a Bélgica.

“Trabalhámos muito para evitar este desfecho, mas não conseguimos chegar a acordo com os nossos credores para resolver estes problemas, dadas as dificuldades dos mercados de crédito e de refinação na Europa”, refere Jean-Paul Vettier, director executivo da empresa, num comunicado citado pela Reuters.

A Petroplus, da qual o investidor português Patrick Monteiro de Barros é um dos maiores accionistas particulares e ainda membro do conselho de administração, assume, na nota, que está em incumprimento em cerca de 1,3 mil milhões de euros, relativos a obrigações financeiras que não será capaz de reembolsar.

A solução passa pelo encerramento da operação, com impactos reconhecidos para “os trabalhadores, as suas famílias e as comunidades onde opera”, refere o comunicado do refinador.

Já ontem a Petroplus tinha solicitado às autoridades que regulam o mercado de capitais na Suíça a suspensão da negociação dos seus títulos em bolsa. As refinarias que detém em Antuérpia, na Bélgica, e em Cressier, na Suécia, estavam paradas desde o início de Dezembro.

Na semana passada, a empresa colocou à venda a unidade de Petit Couronne, em França, o que gerou protestos por parte dos cerca de 550 trabalhadores. E tentava agora salvar, sem sucesso, as refinarias de Coryton e Ingolstadt, que já estavam a operar com capacidade mínima.

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