Sindicatos reuniram hoje

Greve nos transportes a 2 de Fevereiro

Sindicatos marcaram a greve numa reunião nesta quarta-feira
Foto
Sindicatos marcaram a greve numa reunião nesta quarta-feira Foto: Ricardo Silva/Arquivo

Os trabalhadores das empresas de transportes públicos e privados vão estar em greve a 2 de Fevereiro, numa paralisação contra a reestruturação do sector. A decisão saiu de uma reunião de sindicatos, hoje reunidos em Lisboa. Cabe agora a cada um programar a duração da greve em função das reivindicações dos trabalhadores das transportadoras.

A duração da paralisação (numa quinta-feira) poderá, por isso, ser diferente de empresa para empresa. A questão ficou em aberto, já que na reunião dos sindicatos, os representantes dos trabalhadores concertaram apenas posições para encontrar um dia de contestação conjunta.

As razões concretas para a greve prendem-se sobretudo com a reestruturação das empresas públicas. “É um protesto contra a redução de carreiras e de ser viços, a redução de trabalhadores cortes nos salários ou a redução do pagamento do salário suplementar”, adiantou ao PÚBLICO o coordenador do Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário, José Manuel Oliveira.

Os sindicatos – que, segundo o sindicalista, se dizem “à margem de todo esse processo de reestruturação” – vão, entretanto, pedir uma reunião ao ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, que tem a tutela dos transportes e comunicações, para “transmitir a [sua] visão do que deve ser o serviço dos transportes ao país e às pessoas”.

Nada mudou desde a última greve conjunta do sector, diz José Manuel Oliveira, referindo-se à paralisação parcial das empresas públicas de 8 de Novembro – que teve na origem os mesmos motivos da paralisação de Fevereiro.

“Estamos habituados a que o Governo decida conta a opinião de tudo e de todos, o que quer dizer que as expectativas são muito baixas neste momento, mas admitimos que o Governo possa mudar de rumo em relação a algumas posições”, criticou.

Segundo José Manuel Oliveira, os sindicatos discutiram, na reunião de hoje, apenas o dia da paralisação e “a necessidade de cada empresa decidir por si a melhor forma de participar”.

Notícia actualizada às 14h47
Sugerir correcção